1.6.10

praaaaia

Finalmente o Sol resolveu aparecer! E com ele, eu para comemorar!

Passei só para colocar algumas fotos da praia que fomos: Béziers, perto de Montpellier, no mar Mediterrâneo.
Entrei de gaiato na viagem, com o Luís que estudou aqui na École e um pessoal que está trabalhando com ele... a galera gente boníssima, fds de puro aproveitamento.

Praia de areia fina! Coisa rara nesse além-mar. Mas um deseeeeerto: parecia que era privada! hahahha... Com o vento bom que tava batendo, decidimos alugar um catamarã, melhor idéia! Tirando é claro quando o controle passava para mãos de terceiro e o barco desgovernava! hahahha...


de catamarã no Mediterrâneo

Luís, eu e os amigos da Michellin

Depois fui visitar o Vaz em Marseille, pois ele estava de partida para Barcelona.
O tempo ainda estava divino, e aproveitamos também para conhecer um lado diferente da cidade mais skate da França!
Fiquei impressionado com a beleza da cidade! Tirou minha imagem de cidade suja, de porto velho: passamos por um bairro à beira mar muito bonito, que me lembrou muito do Rio... pena não estar com a câmera pra retratar!

droppando no Bowl de Marseille

eu e Vazin na praia do profeta, 20h30

3 luas? que horas são?

Bom, agora mais uma pausa: são as provas de Junho que tão chegando aí!
Depois, férias! No roteiro: Biarritz, Grécia, Croácia, litoral da França e Praga...

Mas muitas águas vão rolar antes disso!!

20.4.10

semana paraíso

Bom, sobre o Marrocos, poderia escrever uns bons terabites de texto, mas acho que só vendo para realmente viver o país.

Primeiro de tudo, o Islã. Religião majoritária do país, está presente em toooodos os lugares, desde a vila de pescador em que todos andam com as típicas túnicas que remetem a verdadeiros bruxos e as sandálias cujo nome esqueci até na cidade grande de Marrakesh, em que mesmo que a vida moderna tenha deixado de lado o traje, a religião aparece nas crenças das pessoas.
Um país com um povo muito simpático, às vezes até demais, deixando nós pobres brasileiros tão acostumados com a insegurança um pouco desnorteados. Não é raro pedir ajuda para alguém do bar e o sujeito te acompanhar até o destino desejado. Assusta, mas uma vez assimilado o jeito de ser você se sente muito bem tratado.

Fui com o parça máximo Frazão em busca das ondas. Uma busca eterna, segundo meus pais e minha irmã, mas o Marrocos não estava lá para decepecionar.
Chegamos depois de uma tempestade completamente atípica (mas veja bem, que esse ano, essas catástrofes estão até bem que comunds, não é mesmo seu São Pedro?), as ruas estavam alagadas e o mar de um marrom inacreditável. Sem sistema de canalização (redundante naquele deserto) a água varreu tudo das terrosas colinas: as praias, é verdade, estavam atoladas de lixo.
Mas, seguinte a essa chuva, chegaram finalmente as tão esperadas ondulações. Foi uma semana de surf das mais intensas da minha vida. Digamos que depois de 8 meses acumulando energia, meu único desejo era estar dentro d'água.
Ondas ruins, ondas boas, ondas perfeitas, formação cheia, buraco, diversão, meio metro, um metrão, 2 metrões e meio. Teve de tudo... Numa terra só de direitas, um goofy (o que fica de frente para as ondas esquerdas!) como eu pôde evoluir todo o potencial de backside.

Prancha quebrada, amizade com os locais, surf de quadriquilha em mares perfeitos, alimentação marroquina, custo de vida zero e muita praia com sol e surf fizeram dessa trip o perfeito momento de fugere urben et scuola que tanto tava precisando.
No mais, só posso deixar fotos, algumas ainda exclusivas, do surf e do pico, que tentarão descrever melhor do que eu esses momentos:

Marrocos - Agadir - a chegada:
• mirim: o guia da excursão
• truck do surf
• sunset in Hash Point, a praia da maior cidade do surf do Marrocos: a pequena Taghazout, vila de surfistas (daí o nome da praia) e de pescadores. Acabou que nem surfamos aí, realmente pela falta de condições
• panorama marroquino: há de se pedir algo mais?
• on est arrivé! Les premiers pas en terres marocaines
• vida boa, para nós em Panorama point e para o cão de aproveitando as escassas sombras em Killer's point
• eu ainda no aeroporto, encapuzado contra o perdurante frio!
• vila de Tamrath, onde ficamos: na semelhança das casas vermelhas e de arquitetura similar a mesquita ainda consegue se sobressair pelo seu minarete, a única torre da cidade.

Agadir - Surf em Killer's Point:
• fauna local
• pedregulhos pouco convidativos para uma session de surf, principalemten com a toca do Bin Laden logo ali
• com a prancha emprestada do André, um botezin de 6 pés que flutuava nas gordas ondas de 1,5m+
• eu tentando fazer mágica de biquilha: logo antes de entrar no mar, tive a quilha do meio perdida nas pedras... pelo menos foi só a quilha...
• mais do local: sincronia perfeita...
• ondinha de respeito, tremendo na base
• olhando assim nem dá vontade de surfar, mas as condições estavam melhores...
• mais uma na biquuilha
• rema vagabundo! 300m de canal com correnteza = morte pelos braços

Agadhir - vida local:
• pôr do Sol no Atlântico... momento raro
• hotel Riad em que ficamos: no Marrocos os Riads são muito comuns como hotéis, são casas grandes, com vários quartos e um espaço interno grande, onde tem geralmente uma piscina ou um jardim...
• direita correndo solta no beach break de Devil's Rock
• excursão do surf
• sexualidade rolando solta no Marrocos
• grande domador de camelos que fica te importunando para que você suba no bicho e dê uma volta!

Marrakesh:
passamos um dia em Marrakesh, o que eu já considero mais que suficiente. É uma cidade muito maior, com comércio gigante, várias tendas e MUITA gente. Satura em menos de 24 horas, principalemente se você partir pra barganha com um par de mercadores.
• na estrada Agadir-Marrakesh: visão sublime da cadeia Atlas
• comércio nos zoukhs (merdcados locais): vidraria para o famoso whisky marrocain (chá de menta, como é chamado por lá) e os temperos multi-coloridos da culinária marroquina
• os detalhes da arquitetura islâmica são inacreditáveis...
• vista do minarete da mesquita de Marrakesh, grandiosa mas cujo acesso é negado (pelo menos para nós foi!)

22.3.10

semana pré-paraíso

De rolé em Lyon:

Depois de Berlim ainda tive que encarar mais uma semana de escola antes que o paraíso se concretisasse...
Nisso recebi mais uma hóspede: grande Fraza!

• Smoking Dog welcomes you....
• de Velo'v em Lyon... rolé à 1euro!
• no bar para assistir a vitória Lyon x Real Madrid com os amigos da école
• a fonte da place de Terreaux congelada... Genial...
• dois doidos em Lyon: "que que é esse snowboard pontudo que esses caras tão carregando?"
• no fundo: a Notre Dame de Fourvière no inverno...

bate e volta em Berlin

dia 12 de Fevereiro começou uma sequência de eventos incrível! hahaha, tão incrível que me lembro até da data...
Era sexta-feira, saia do curso tarde e pegava meu trem para Paris, onde encontraria o Frazão para pegarmos nosso vôo Easy Jet para Berlim, onde encontraríamos finalmente meus pais. O Fraza e eles vieram no mesmo dia, mas o Fraza ia ficar um tempo a mais aqui, para irmos juntos para o Marrocos, enquanto meus pais ficariam em Berlim, com minha irmã e uns amigos.

Era uma oportunidade única de vê-los. Mas não seria tão fácil chegar lá...
O vôo fora cancelado de última hora e os aviões para ir no dia seguinte estavam lotados. A única disponibildade seria um vôo segunda, quando já deveria estar de volta para o começo da semana na faculdade.
História de louco, dormimos no hotel pagos pela companhia, mas nos levantamos a cinco da manhã para pegar um trem no dia seguinte que duraria 8h até chegar na capital alemã.
Depois de uma correspondência corrida (tínhamos 8 min para atrevassar a gare), chegamos na gigantesca estação de Berlim, para ainda ter que pegar um busão até o hotel.

O fim de semana se resumiu a um sábado e domingo, mas só de ter alguns momentos juntos já valeu a pena! Quanto a Berlim, não posso dizer muito... Passamos por alguns lugares que já conhecia, mas não deu para sentir o clima da cidade...
O Museu Judaico continua sendo imbatível, com um acervo gigantesco sobre a cultura judaica muito bem exposto num espaço cheio de detalhes arquitetônicos que nos fazem refletir sobre tudo o que o povo fez e já passou.
Há ainda o monumento ao Holocausto, um jardim de lápides de pedra de alturas diferentes que formam um labirinto...
Fugindo um pouco desse lado triste da História, é possível ver uma Berlim modernosa, cheio de prédios diferentes, se bem que creio que a cidade seja muito mais bonita no verão.



Berlim 
• família na mesa para a ceia tão esperada!
• Catedral de Berlim: muito diferente do usual francês. Uma arquitetura meio pesada, austera e escura... Não conseguimos entrar porque já estava fechada.
• Eu e Fraza em frente ao Reichstag, sede do governo alemão. Prédio imponente e moderno, reconstruído depois das guerras, conta com um sistema de aquecimento por um captador cheio de espelhos em sua cúpula (foto do fundo)
• Nós finalmente entrando no trem para Berlim, depois de uma noite especulando se ia ou não rolar a viagem...

inverno em Lyon


Inverno em Lyon, com os amigos!
• Nada melhor do que receber os amigos na minha cidade... Animal ter recebido meu irmão Bruno e a Jana e ao mesmo tempo a Clá que depois da viagem passou por Lyon alguns dias para reaproveitar o que também já conhecia! O quarto ficou pequeno hahahhaa!
Muito diferente ver Lyon assim, coberta de neve, árvores secas, frio... Não combina tanto com a cidade!

• Combina sim com as montanhas, e as paisagens alucinantes que se tem lá do alto...
Pela École dá para ir em esquemas muito baratos, só por um dia, sendo levado cedo na manhã e voltando de noite... Aqui os moleques da école!
• estiloso Papa Carlos que domina no ski...
• eu, Juan, Carlos e Jimi...
• na melhor hors piste da estação: eu, Luis, Jimi, Alex, Carlos, Louis...

o paradoxo espanhol

E enfim chegamos em fronteiras espanholas...
Após uma breve reflexão com os companheiros de viagem, chegamos a uma conclusão: a viagem que fora até agora dominada por paisagens medievais e castelos iria tomar um rumo completamente diferente. Rumávamos para Valência, cidade espanhola cheia de construções modernas, para então ir para Barcelona, mais viva e cosmopolita que qualquer outra cidade na França...
Um paradoxo na forma de viagem, só para concluir a divagação: inverno / calor, vinhedos e prados / bairros e modernismo, vinho e queijo / cerveja, whisky e toma-lhe álcool, Natal / Réveillon...

Valência é a cidade do grande Biro, parceiro da EQ que já forneceu todas as informações... É uma cidade antiga, cujo centro era todo rodeado de muralhas, das quais agora só sobram os portões. Nessa meiuca se emaranham ruas e uma atividade noturna intensa. Depois de acostumados com a França, foi difícil entrar no ritmo espanhol, onde as pessoas começam a sair de casa à meia noite para ir jantar...


Valência - entre muros:
• eu e Christian em frente ao Museu de Arte Moderna de Valência, onde várias exposições diferentes estavam sendo apresentadas, uma melhor do que a outra...
• Clá atacando o que ela mais gosta na vida: uma boa perna de presunto espanhol, com direito até ao guarda-chuvinha que armazena a gordura...
• Christian de rolé numa das exposições
• Christian cedendo às tentações vegetarianas impostas pela Clarissa
• um dos portões da cidade... imperante! Mas desde o alto, a vista não é nada de espetacular... Valência sem dúvida não é tão atraente de cima quanto de baixo!
• algumas referências e artes de rua... a Espanha mostra sua cultura...
• no fundo: o teto da Iglesia de la Virge de Valência, que estava lotada...

Mas o que estava mais esperando conhecer era a parte nova da cidade... Valência criou uma área de eventos e museus com prédios de linhas modernas, colossais. A região fica perto da praia, que infelizmente não deu para conhecer...


 Valência - modernidade:
• palácio das Artes de Valência.. vai dizer que não lembra o elefante branco da Barra da Tijuca?
• Oceanográfico de Valência - riqueza de espécies incríveis num ambiente bem feito. Desde a bizarra e amada beluga, até os mini-cavalo marinhos, contando tb com as medusas fluorescentes. Conseguimos pegar um show dos golfinhos nada mal também! Valeu muito a visita, mesmo que um pouco cara...

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Depois de alguns dias em Valência, partimos para o destino final, tão esperado: Barcelona.

Não tenho muito o que dizer da cidade em si, além de que a idolatro!
Dessa vez, tirei os dias para refazer e rever o que já conhecia, acompanhando a Clarissa que nunca estivera na cidade...


Barcelona - parada final
• chegada em Barcelona, num portão desenhado por Gaudí... sim, ele de novo!
• eu e Christianzin na entrada do Mercat la Boquería, onde pode-se encontrar todas as especialidades espanholas e coisas bem raras, tipo o chocolate de peitinhos e a cabeça de sei lá o quê.
• claro que não pudemos deixar de representar na noite barcelonesa: mais uma vez acompanhados pelo Gunther, fomos para o Nasty Mondays, na incrível Apolo...
• o chafariz da Catedral de Barcelona, no coração do bairro gótico: São Jorge matando o dragão!
• no albergue: a derrota!! Morceguin bem que tentou nos ajudar, mas não deu dessa vez...


Barcelona - revisitas:
• incrível o Templo da Sagrada Família... da última vez que estive aqui em 2007 faltava um trem para ela ficar pronta... Qual não foi a surpresa quando vi que o interior já estava quase finalizado! Os motivos são todos muito bem feitos sempre, arquitetura espetacular. Na foto em que estou, há um quadrado mágico cujas linhas, colunas e diagonais somam sempre 33, a idade em que Cristo morreu...
• fomos também ao Museu Nacional de Arte da Catalunha, imperante sobre a colina, que contava com uma exposição que percorria todas as épocas da arte na Catalunha.
• eu fazendo merda (quase me esborrachei), no parque de Montjuïc, onde passamos pelo Museu de Miró, em que estava tendo uma exposição incríveeeel do Kupka, artista que não conhecia até então...
• a bilheteria da Plaza de Toros (no fundo, em detalhe uma das torres) está toda manchada de tinta vermelha... protesto claro dos barceloneses contra o "esporte" que consideram tortura.

Ahhh sim, em Barcelona ficamos de reencontrar quase todos que foram para Aix, para passarmos o Reveillon do modo mais familial possível!
Passamos uns sufocos nesses dias no albergue, com elevador enguiçado, gente perdida no Reveillon, ... mas o que não mata fortalece, e logo depois estávamos juntos de novo!


Barcelona - año nuevo!
• a festa no albergue, na rua, na praça, ....
• e para terminar essa viagem, começo tranquila e final barcelonês, com várias histórias e amigos, em que (quase) tudo deu certo, acabou que os amigos foram abandonando de pouco a pouco, voltando para seus respectivos cantos na França... Acabei passando uma noite na casa da Mari, companheirassa aqui da école e com quem voltei de carona! Um obrigado para a família Muñoz!!

21.3.10

de volta... à estrada e à linha...

De volta à linha...
Foi difícil acumular motivação para escrever, mas sobretudo faltou tempo! Esses 2 meses que passaram foram muuuuito rápidos, lotado de provas em Janeiro e depois com sempre alguém aparecendo.
Acabou que acumulou um pouco tudo o que tinha para dizer, mas resolvi dar aquela reinsvestida!
Dessa vez vou coolocar as fotos das viagens...

Começando é claro com o final de uma viagem q parei pelo meio!

Depois de um pré-Natal muito bem passado em Aix, seguimos rumo Clarissa, Christian e eu pelo Sul da França.
Passamos por várias cidades completamente diferentes, começando por Marselha, que de francesa só tem o futebol, já que grande parte da população é imigrante. Deveria ser a cidade do Sol e da praia, mas como boa representante do inverno francês só apresentou chuva e tempo feio.
É bem triste assim... Passamos para conhecer, e foi lá que pegamos o carro com o qual começamos a viajar.

Marseille:
• vista do vieux Port... Marselha é conhecida por ser cidade portuária, e é daí que vem também tantos imigrantes... de lá se vê também a altiva Basílica de Notre Dame de la Garde, protetora dos pescadores.
• dentro dela, barcos e mesmo aviões são pendurados como oferendas dos navegantes que não se salvaram em tempestades... Seu interior é bem bonito, cheio de cores e motivos, dá para passar um tempo tentando entender tudo...

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Nem chegamos a dormir em Marselha, já continuamos direto para Avignon, invertendo completamente a realidade. Cidade medieval, toda murada, sediou durante o século XIV o Papado que fugira da Itália por mais de 2 séculos, e agora conserva intacta entre seus muros o Palácio onde os papas habitaram.
Não sei se por causa do frio, mas a cidade estava deserta e quase sempre éramos os únicos andando pelas ruelas, o que aumentava ainda mais a sensação de atemporalidade.


Avignon:
• congelados na frente do Palais des Papes, o palácio onde os papas habitavam, durante seu reinado. Se integra à muralha da cidade e mais parece uma fortaleza, exatamente para se defender de possíveis ataques numa época em que a Igreja enfrentava muita resistência.
• Dos jardins do palácio se tem uma vista para o Rhône, que era atravessado unicamente por essa ponte que está partida agora, a Pont d'Avignon.
• Nessas terras, o azeite vale ouro e é engarrafado como perfume!

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Continuamos na estrada no dia seguinte para Nîmes, mas com direito antes à um pit stop na Pont du Gard.



Pont du Gard - Nîmes:
• esse lugar é incrível, o maior aqueducto romano ainda intacto, construído no século I. Levava água com uma inclinação tão sutil que dá a impressão de ser reta... Corta o rio (a água vinha de cima, para alimentar uma cidade do outro lado do rio) imperante...
• no fundo: Christianzin ficou pequeno!
• noites no hotel à la francesa: vinhozinho, pão e queijo como de praxe!
• para dizer que passamos em Nîmes: o jacaré símbolo da cidade! Tudo estava fechado para obras e coberto (Nîmes tem umas ruínas romanas muito bem cuidadas também!)... Estávamos perto do Natal, então tudo estava muito iluminado... Cidade rica, com muitas lojas e um centro poderoso.

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Partimos de Nîmes e rumamos ainda mais para o Oeste, para Montepellier e rumo à Barcelona, já sonhando com um pouco de calor!
Montpellier é outra cidade bem rica. Com uma faculdade de medicina e de direito famosas desde o século XVIII, ela ganhou muita popularidade pela sua cara jovem. Nos seus prédios, vê-se finalmente o estilo francês que até agora aparecera raramente desde Aix. Isso tudo em harmonia com o bairro gótico remanescente.


Montpellier:
• Place de la Comédie, centro de Montpellier, numa típica feira francesa e com sua também típica estátua francesa no chafariz. Na outra foto, se não me engano é a Ópera de Montpellier, em mais uma arquitetura típica do lugar.
• encontros na rua de Montpellier...
• faculdade de Direito...
• não cabia no brinquedo! hahahha
• no fundo: melhores dias virão!

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Passamos o dia em Montpellier, e na manhã seguinte partimos cedo para Carcassonne, o ápice da viagem!

Cidade de contos de fadas, parece que foi construída para um filme e em seguida colocada ali.
Toda murada, é ainda protegida por torres cujos tetos estão perfeitos! Entre suas muralhas fica um emaranhado de ruelas de pedra e casas seculares.



Carcassonne:
• Essa cidade teve sempre uma forte importância comercial, por estar situada exatamente no cruzamento entre 2 grandes vias romanas: a que ligava o Mediterrâneo ao Atlântico e a que ligava a Península Ibérica à França.
Cresceu e é claro se murou, até que na época de Cruzadas e conflitos na Igreja, o rei decidiu ajudar os Cátaros (lembre-se desse nome), protestantes que habitavam nos Pirineus e eram contra os dogmas da Igreja. Voz levantada, briga aceita: as Cruzadas cercaram e atacaram a cidade, até que a derrubaram.
O poder da Igreja passou as terras para governadores franceses aliados, que decidiram reconstruir e aumentar as muralhas para defender-se também de qualquer ameaça espanhola... Um pouco mais tarde as fronteiras da França acabaram se expandindo, e Carcassonne viu sua importância declinar até não restar mais nada. As muralhas e postos foram esvaziados...
O povo do vilarejo não demorou até começar a roubar as pedras das torres e muralhas intactas para construirem suas respectivas casas na "cidade-nova"... Foi assim que de uma hora para a outra a cidade murada de Carcassonne desapareceu.
Só no século XIX, depois de um árduo trabalho de um arquiteto francês, ela teve suas muralhas e torres restauradas, num trabalho esse alvo de críticas, por ter adicionado fantasias que talvez não existissem (tetos pontudos, estilo historieta...).
Críticado ou não, é graças a esse trabalho insano que hoje podemos ter a sensação de estar perdido no tempo. Na hora da siesta não há ninguém nas vielas e os poços dos castelos ainda estão lá separando os portões do mundo exterior.
É uma obra prima da arquitetura militar, e dentro de seu palácio pode-se compreender todos os porques de cada detalhe das construções. E é aqui que muitas histórias e tramas de vários poderes se passaram.

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Seguimos de carro ainda no dia seguinte para buscar um pouco mais exatamente dessas histórias desse lugar.
De carro, cortamos a campanha francesa até um lugar abandonado, no meio do nada, achado graças à tecnologia (merci, iPhone!).
Era aqui que os tais Cátaros se abrigaram das cruzadas: castelos construídos no meio do nada, fico imaginando como eles conseguiam água e comida!



Castelos Cátaros:
• finalmente chegamos, depois de horas perdidos em paisagens francesas!
• o Sol indicava a aproximação da Espanha...
• os muros eram tentadores para umas sessões de escalada!
• no fundo: na estrada...




Ainda na estrada:
o registro da nossa ceia de Natal vegetariana em Perpignan... não sei como, mas a Clarissa conseguiu convencer..
• antes disso: só tem-se essas oportunidades quando arrisca-se! Moinho secular ainda em funcionamento, no meio dessas paisagens de vinhedos, no meio de lugar nenhum!

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aqui chegamos no final da viagem pelo Sul da França... cheia de paisagens alucinantes, vinhos bons e várias histórias!
agora entramos na Espanha, já de trem, direto para Valência, cidade moderna e grande...