16.12.09

a conquista dos Alpes

Pois eu venho vos falando sobre a chegada desse inverno já tem algum bom tempo.
É de se esperar então que um mínimo de neve já tenha aparecido nos não tão longínquos Alpes.
Foi com isso em mente e com a vontade de aproveitar a última gota de fds antes das férias que o Club Ski organizou a primeira viagem para sair e conquistar as montanhas.
Sem nem hesitar, afinal já estava todo equipado, fomos nos inscrever, eu, Luis, Gunther e Jimi, além dos camaradas franceses aqui do andar para esse fds que prometia...

Wanted Dead or Alive:
• Luis • Jimi • Gunther • eu

À 2 horas e meia daqui fica a estação de Val Thorens, uma das montanhas mais altas da França, e que graças exatamente à isso conta com mais neve nesse início de estação. Chegamos no hotel ainda cedo, mas na paisagem nem sombra de neve, restava agora chegar no topo e verificar.
Na subida acabamos encontrando uma nuvem gigantesca, que apesar de tirar grande parte da nossa visibilidade enchia a cada minuto as pistas de neve.
A montanha conta com uma estrutura gigantesca e logo de cara a inércia de um ano sem subir num snow foi vencida. Acompanhamos o Luis e o Jimi, que não haviam praticado muito antes o ski, mas que depois de 3 pistas já estavam botando para baixo sem hesitar...
O sábado foi proveitoso, porém a friaca tava intensa e ainda deixou na vontade de quero mais...



Sábado na friaca:
• visibilidade 1000!
• pausa para o almoço, mãos congelando...
• infelizmente só deu pra encontrar os franceses no bus!
• friaaaaaca no teleférico

Voltamos para o hotel que não poderia ter sido melhor. Depois de uma sessão de sauna para relaxar as tensões do dia, voltamos para o quartinho style onde preparamos uma tartiflette (comida francesa típica da montanha, perfeita e quente) e bebemos umas cervejas no melhor conforto...

Quando acordamos no domingo e olhamos o dia foi um pouco de decepção... Estavam prevendo Sol e coisa e tal, mas a real é que a cidade estava encoberta e não havia nem uma nesga livre no céu. Havia pelo menos nevado muito e as condições estariam ideais...
Fomos surpreendidos com um café da manhã no hotel dos reis. Não comi tão bem desde que cheguei aqui na França, incrível! hahhahaha... Logo em seguida já pegamos o bus que nos levava para a base da estação, onde agarramos a gôndola para subir até as pistas.
A medida que subíamos, não pude acreditar quando vi que depois de algumas centenas de metros havíamos passado a camada de nuves e nos encontrávamos agora acima delas, imperantes no topo dos Alpes, fora do alcance desses problemas meteorológicos. O dia estava mais ensolarado impossível, o que, junto com o frio e a neve que tinha caído, transformavam aquele no melhor dia possível.
Dessa vez com a desenvoltura nos pés, pudemos os 4 percorrer toda a montanha, passando por todas as pistas e aproveitando todos os diferentes visuais. Um dia inesquecível para coroar esse início de temporada na França.


Domingão maravilha


• o dia amanhece... decepção
• primeira imagem descoberta: Alpes à céu limpo
• o dia que nos espera
• ahhhh mlq!! A montanha é nossa!
• imperante do topo
• eu e Gunther partindo pras carrascudas





Claro que como sempre passei um perrengue. Talvez maravilhado com a paisagem, talvez só por desatenção  (o que é mais que provável) quando estávamos no pico mais alto à 3200 metros começamos a sacar fotos, o que seria algo normal se não fosse por eu ter deixado meu snowboard virado de cabeça para cima quando fui registrar um momento "filosófico" do Jimi. Foi quando ouvi do Luis: Gabrieeeeeel! Já era tarde, só vi passar o meu snow à mil por hora... Mesmo se eu não tivesse de botas de snow seria impossível pegá-lo, mas ainda assim lá fui eu correndo atrás dele com a câmera do camarada na mão. Inútil. Coube ao Gunther então ir atrás da criança, e à mim esperar com os nervos a flor da pele. Graças que no meio do caminho ele acabou virando e no final das contas parou só uma centena de metros abaixo (ainda assim tive que lá ir escorregando pela montanha como um mongol, hahahha). Só um pequeno deslize num dia sem igual.

Finalmente, depois de trocentas pistas rasgadas, o sol começou a se por e tivemos que tomar nosso rumo.  O dia foi intenso e a volta foi aproveitada para reganhar o cansaço total.
Marcou-se assim o começo da temporada... Que seja frutífera como esses primeiros dias!

Lyon, cidade das luzes

Se tem uma fama mundial que é uma mentira descarada é que Paris seria a Cidade das Luzes.
Lyon para os que não conhecem é a verdadeira detentora do título e que contudo, por ser humilde e discreta acaba não ganhando tal notoriedade. Digo isso porque no início do mês de Dezembro teve palco em toda a cidade a Fête de Lumières.
Durante 5 dias a cidade e seus monumentos e construções recebeu um show de luzes incrível, que fica até difícil de descrever com palavras. Vale melhor dar um confere nas fotos, que infelizmente também não conseguem captar a imensidão da arte que eles conseguiram fazer.
A idéia simples e original de fazer projeções e jogos de luzes sobre as construções de séculos de existência atraiu uma quantidade absurda de turistas pra cidade. Algo incrível ver todas as ruas lotadas mesmo com o frio cortante que já está fazendo.
Como um bom lyonnais, fiz a propaganda para os amigos que acabaram vindo! Christianzin, o famoso que me colocou nesse esquema de doido de 2 anos na França e que agora está em Lille veio ver o que que essa cidade do Sul tem de tão melhor (hahahhaa) enquanto que o Vaz veio prestar mais uma vez visita e reconstatar que Marseille tá no bagaço (hahhahaah). 

Recepções Lyonnesas:
• o barzinho de narguilé indispensável
• galera no Since the Cavern
• Christian e Vaz em Lyon! Ahhh mlq!
• o igualmente indispensável Cosmos
• essa é A galera!
• recepção calorosa de Lyon para os friorentos de Lille
• Cosmos = cerveja 1 euro e Tropa de Elite
• still Cosmopolitan Bar...

Deixando de puxar a sardinha para o meu lado, a verdade é que o fds foi o ideal! A cada passo que dávamos pela cidade descobríamos algo novo, seja a roda gigante na praça Bellecours (segundo um amigo a maior da Europa - descontando a London Eye já que não seria a Europa Continental), seja uma rua cujas árvores estavam todas enfeitadas, seja um jardim meio secreto com umas bolas néon sem o menor sentido.  Destaque para a emissão que cobriu toda a praça Terreaux, a principal da cidade: um show de 10 minutos que levava numa viagem estilo Pink Floyd com direito a paredes derretendo e deformações temporais (sim, a emissão era muito louca).
O fds terminou com uma queima de fogos na Fourvière que na realidade foi meio decepcionante, para quem já viu alguns réveillons no Rio hhahaha.





A cidade das Luzes:
• reencontro em Lyon: Ramon, Christian, algum maluco e Vaz
• a Catedral St. Jean: emissão incrível! Essa mão "desenhava e construía" a catedral até atingir o ápice da beleza
• o tempo não para... Projeções Pink Floydianas na Place de Terreaux
• nós na place Bellecours... mal momento pq na real essa roda gigante recebia umas emissões mto bonitas tb...
• jardinzin secreto que eu e Christian encontramos com umas plantas alieníginas...
• metrônomo dentro do Hôtel de Ville com jogos de laser... é a única vez no ano que a prefeitura fica aberta para o público...
• jardim de flores na subida da Croix-Rousse... quisera eu ter uma máquina potente
• praça com plantas aquáticas doidas


A visita dos amigos foi rápida. Deixou com gostinho na boca as férias que já estão chegando e quando vamos nos reunir de novo, dessa vez para partir para lugares mais quentes e voltar para a já afamada Barcelona...

Visitas em Lyon:
• do topo da Croix-Rousse
• mercadinho local
• bar de Jazz psico
• feira de Natal bucólica
• assim vc fica até intelectual, Christian!

tirando o atraso




Faaala meu povo amado!
Estou aqui para tirar o atraso, custe o tempo que custar! hahaha, mesmo que isso queira dizer horas de sono amanhã durante essas últimas aulas antes das férias.

Em breve, esse último mês foi eletrizante, cheio de testes que se passaram bem, mas que deixaram um rastro de stress para trás.

Aqui na école o fim de ano é movimentado.

Tivemos 2 competições, uma de waterpolo e uma de natação nas quais fomos massacrados... Os caras das outras écoles estão mais pra Phelps enquanto que a gente com a nossa piscina de jardim não consegue nem treinar direito!



Mas sem dúvida o evento mais esperado desse final de ano foi a festa de Gala da école, ou a festa de formatura dos que estão no 3o ano. É uma alegria só e é beeem maneiro ver todo mundo que você encontra todo dia todo engomado e de terno ou vestido longo e salto alto. O estranho foi ver algumas francesas que na vida real são normais mas que por algum surto da maquiadora pareciam mais umas galinhas porpurinadas. Teoricamente seria só até o desfile (sim, elas organizam um desfile durante a festa para que as mais cotadas possam aliviar seus desejos frustrados de ser modelo) e elas tirariam-na depois, o que não posso confirmar porque não lembro nem de tê-las visto dar as voltas na passarela.

























Gala Ecole Centrale de Lyon


• brasileiras que conquistam a école
• o que que fixeram com você minha pobre Roxanne!?
• todo mundo na beca


A amizade aqui tá fluindo e é o que me dá forças para aguentar a pressão constante de aulas e trabalhos. Sinceramente a galera que encontrei aqui, depois de já 3 meses convivendo todo santo dia é a finura dessas Europas! hahaha... Aí vão umas fotos dos respectivos banquetes de natal que a gente fez...



Repas de Noel:


• francesada mais camarada!

A escalada vai de vento em popa e em breve notícias chegarão... Mais precisamente em janeiro, com as saídas para eventos de inverno e loucuras como escalada em parede de gelo...

15.11.09

visita-relâmpago especial



Lyon e suas cores

Um fim de semana, uma visita mais do que aguardada!
Não são todos que tem a chance de receber os pais aqui na França, mas graças à Deus e à maratona de Nova York que eles foram correr (ahhh mlq! não é para qualquer um ter pais superatletas!!! Minha salva de palmas para os campeões e para a Jay!), fui presenteado com um fds na companhia deles.



a vontade!

Lyon eles já conheciam, mas foi o momento para dar um rolé mais tranquilo na cidade. Descobrimos uma nova parte em que é incrível a quantidade de lojas especialidades de todos os tipos: mesas de sinuca, chocolates, artes, pinturas antigas, livros de coleção, ...
Claro, uma mais cara do que a outra, valendo pelo passeio. Nessa volta que demos acabamos também encontrando uma igrejinha meio escondida mas super charmosa do século XII.
Outra parte que descobrimos melhor foi a culinária da cidade, famosa por ser um centro gastronômico da França.
Entre os bons momentos compartilhados qdo estou com meus pais, o que mais gosto é sentar-me a mesa de um bom e verdadeiro restaurante lyonnais e podermos nos deliciar com as especialidades locais degustando aquele vinho! (mesmo eu que não gostava mto, acabo começando a apreciar!)


descobertas em Lyon:
• a austera Igreja do séc. XII
• ruínas na borda do Saône, agora do que eu não sei.
• a Fanfarra da École tentando ganhar uns trocados em Lyon
• mais um pra série: "prédios absurdos no meio do nada"
• colina de Fourvière no Outono
• ahhh saudades...






• loja de chocolates...
• loja de arte antiga... pra alta burguesia lyonesa




Foi também a oportunidade é claro, de eles darem um confere no cafofo do querido filhinho, certificar-se de que estava tudo correndo bem e poder voltar para o Rio de coração leve.
E o garotão fez por onde! Hahaha, tudo nos trinques, arrumado e pã... Como brinde, acabei ganhando um cobertor, essencial para suportar o inverno que vem a passos largos e uma panela de pressão, elemento importantíssimo nessas explorações culinárias de vida de independente.
Sinceramente, daqui acabarei saindo gourmet... Comer pasta todos os dias não é para mim e essa cruzada na cozinha é encantadora.

Outono na École:
• paredes naturalmente vermelha
• a felicidade da minha mãe no quarto do moleque
• foto mto bonita!
• ahhh, maravilha de vida!






Tá certo que esse tempo de Outono não foi dos melhores, mas é incrível quando o Sol sai e dá o ar da graça na cidade e nas folhas que estão por toda parte amarelas e vermelhas.
Agora eles já partiram de volta para o Rio, para o calor avassalador da cidade, para o trabalho e tudo o mais! ahhhh
As previsões do tempo também não são as melhores, mas em breve começa a melhor parte do inverno: as partidas para as montanhas! Agora já estou equipado: mostro aqui uma foto do foguetinho q em breve estará conquistando os Alpes...




5.11.09

uma semana de extremos

Finalmente as férias chegaram!
Depois de 1 mês e meio de aulas sem descanso, fomos agraciados com 1 semana de feriado, um que só existe aqui na França pelo visto.
Várias eram as opções de viagem, mas não tinha como escolher outra que não fosse passar em Milão a fim de prestigiar o irmão John Peter na data de seu aniversário.



Por uma grande obra do acaso, conversando com Carlos, um dos espanhóis que estuda aqui na école conosco, acabei descobrindo que iriam para Barcelona e que ainda havia 2 vagas no carro. Obrigado Deus? ahhaa...
Claro que não tive nem que pensar 2 vezes... já liguei para o irmãozin Vaz e assim estávamos com o itinerário traçado.

Partimos daqui na 6a feira, 12h em punto, para uma viagem de 6h batidas pelas estradas francesas até chegar en España. Ficamos no famoso Kabul, o mesmo albergue onde fiquei quando aí fui há 2 anos e onde se concentra toda a população brasileira que vai para Barcelona. Ou seja, nessa sopa de nacionalidades acabei encontrando um parceirasso da faculdade e o Diogo que está estudando aqui na École comigo e fazia uma viagem com uns amigos...
O albergue é show: oferece o habitual café da manhã buffet, um happy hour 2 cervas por 2 euros e ainda um jantarzin que ajudava a enganar a fome. Além disso, demos a sorte de cair num quarto com um pessoal gente fina, umas suecas e umas americanas no espírito caliente sedento por festas característico da cidade.

Barcelona é uma cidade muito linda e sua beleza está por todas as partes. Na arquitetura, que muda repentinamente de um estilo gótico cheio de ruas tortas e construções em pedra bege para o fluido Gaudí, o mestre; na cultura catalanesa, vibrante, que se diz diferente da Espanha e não raro faz ver que o é em pixes e bandeiras por todos os lados; na horda de gente bonita que passeia nas Ramblas; no clima ameno e suportável, mesmo se aqui em Lyon já está bem frio; na arte que está espalhada por todos os lados; ...

Mestre Gaudí
O arquiteto que construiu a cara e a identidade de Barcelona através de seus prédios e parques ousados.
Decidiu empregar nas suas obras os msateriais que estavam em voga na época, como o ferro e o concreto, mas de uma maneira diferente, mais viva, dinâmica e natural. As formas sinuosas e os mosaicos criados atraem demais a atenção e acabamos contemplando durante horas tentando enxergar os menores detalhes!
Para suas obras complexas, era financiado pela burguesia barcelonesa da época, que queria poder ostentar seu poder, não com palácios à la espanhola, mas com algo genuinamente catalão. Muito religioso, dedicou o final da sua vida à construção da Sagrada Família, que por falta de recursos não foi finalizada... Hoje o governo da cidade dá continuidade as obras dessa catedral monumental que quando finalizada, só em 2020, será a maior da Europa.

Nessas fotos, algumas de suas obras:
• O famoso dragão do Parc Güell, parque que pertenceu à família Güell
• La Pedrera, antiga casa de uma das famílias burguesas
• Obras na Sagrada Família
• Fonte no Parc de la Ciudadela
• Casa Batlló, preciosíssima! Da família Batlló





Arte em Barcelona:

• esculturas crazy...
• B A R C E L O N A!
• a melhor! Roy Lichtenstein no meio do nada... ahhh, só aqui mesmo
• veeeem cá gatinha!
• peixe gigante?




Cultura Catalana:

• bandeira Cataluña independente
• bandinha passando pelo bairro gótico...
• vovôzinhos requebrando o esqueleto




Com os 5 dias que ficamos na cidade, tivemos o tempo de visitar tudo que queríamos, mas sem aquele stress usual: como eu e Vaz já havíamos estado em Barcelona, aproveitamos para dar uma de local e explorar de um jeito diferente a cidade. Conhecemos vários bairros e parques afastados, restaurantes e bares bons e baratos e coroamos com a ida a uma partida do Barça humilhando contra Saragoza 6 a 1.


Locais em Barça:
• lavada? até o Fogão se saia melhor...
• não é montagem nem Winning Eleven... é o estádio dos caras...
• Champañeria catalana... bocadillo (3 euros) e champagne (80 centavos) = Cervantes de Barcelona
• rodízio japa 5 estrelas a preço de banana
• Plaça Reial nossa de todo dia!

Ainda melhor, pudemos frequentar a noite sem peso na consciência de acordar tarde, afinal, estávamos em Barcelona e aqui ela faz sem dúvida parte do roteiro turístico. Para ser mais exato, saímos todas as noites. Seja só com o fiel escudeiro Vaz, seja com os brasileiros que estavam no albergue, seja com Gunther e Mari, amigassos espanhóis que estudam aqui na École... Barcelona não deixa a desejar e honra a Espanha com suas nights absurdas mesmo nos dias de semana.

Camaradas em Barcelona:
• caronita
• Caaarlos, parceirasso da école!
• galera no quarto do albergue... ai ai...
• Razzmatazzzzzz
• ôô Guntheeer! espanhol mais brasileiro tb aqui da école...
• grande Jóia! Parceiro de Vichy que tá em Lille, tb apareceu em Barcelona
• brasileirada de Salamanca no japa 5 estrelas
• o que é bom a gente repete! outra brasileirada, essa da França...
• eu e Morceeeeguin! parceiro máximo das Europas...

Depois da temporada a sensação de esgotamento era unânime entre eu e Vaz. Mais perambulávamos sem sentido pela cidade do que qualquer outra coisa. A continuação da viagem estava chegando e se mostraria mais do que necessária.

4a feira de noite partimos para Milão em um desses vôos baratíssimos, atravessando um pedaço da Europa por míseros 20 euros.

adiós Barcelona... que venga Milão!

A maior honra do mundo é poder receber e rever aqui na Europa os parentes e amigos. É um sentimento de perpetuação dos laços verdadeiro. Assim, encontrar o JP estabelecido lá em Milão para passar o aniversário com ele foi do caralho!
Grande destaque tb pra Giulia e família, que eu não conhecia e foram mto simpáticos!!
Não acho Milão uma cidade das mais interessantes. É a capital da moda e dos negócios na Itália e aqui a quantidade de italianas que poderiam ser ou são modelos na rua é absurda. Mas ao mesmo tempo é muito suja e o povo é grosseiro até o limite!
Não há muito o que conhecer... O roteiro cultural se limita ao Duomo, a portentosa catedral branca na maior praça de Milão, onde há também a galeria Victorio Emmanuelle, cheia das grifes, em que é claro as pessoas limitam-se a passear; ao intacto Castelo Sforzesco, com seu parque gigante; e a ... mais nada! haha... Sim, poderia ver a "Última Ceia" de Da Vinci, mas para isso teria que ter reservado uma visita com alguns meses de antecedência. Fomos sim ao Museu de Design de Milão, uma visita muito maneira, já que aqui nasceram vários objetos e conceitos que fizeram e fazem sucesso mundial.


Milão:

• belo cabeção na frente do Duomo John...
• castelo gigantesco
• reencontros na Europa!
• carro modelo Vaz
• sujinho na Itália
• pois é, essa máquina de escrever é uma invenção italiana

Com esse tempo de sobra aproveitamos para conhecer também a noite de Milão, que parece muito com a brasileira. É o único lugar na Europa onde as pessoas podem sair com bebida na rua, então algo parecido com o Baixo Gávea se forma perto dos aglomerados de bares! Finalmente um gostinho brasileiro! Na verdade, a Itália tem bastante a cara do Brasil. Os traços e o jeito das pessoas é muito parecido, e a zona pública também hehe...
Logo ao Norte de Milão começa a cadeia dos Alpes, e o outono nos presenteou com paisagens que mais pareciam de pinturas. De trem, fomos a Como, essa cidade que fica logo na beira do 2o maior lago da Europa, base de uma vida calma e pacata, valeu o passeio. No dia seguinte, ainda fomos para a casa de montanha da Giulia, um recanto fincado na base das montanhas de Lecco, outra cidade ainda mais bucólica.


Como:

• patinho feio
• poser
• pôr do Sol desde o alto
• a pacata Como





Lecco:

• outono e suas cores
• tranquilidade 100%
• ... ?
• isiiii!



Foi o descanso mais do que necessário, depois de uma semana de gastações em Barcelona. O descanso mais do que essencial para um retorno à pesada engenharia francesa, à fatigante rotina da faculdade...


Despedidas:

• o desespero na cara do Vaz pedindo carona!
• conseguiu! Depois de uma semana, a separação...
• separação 2... Ai ai, voltemos para a école...




Claro que nenhuma viagem está completa sem um perrengue. Dessa vez, crente que para voltar de Milão seria fácil, bastaria comprar uma passagem de última hora lá na estação, qual não foi minha surpresa ao receber um sinto muito da atendente, que não haveria para domingo e que segunda só na primeira classe por toneladas de euros.
Meio desesperado e sem esperaças, comecei a me dar por vencido e pensei a ficar por Lecco mais uns dias e voltar na terça. Foi quando por uma luz lembrei-me que os outros brasileiros da École estavam na Itália e também voltariam no mesmo dia. Liguei para a santa Adriana e depois de muitas negociações de onde nos encontraríamos exatamente, parti para Torino.
Mas, como se não bastasse, dei conta que esquecera o carregador do celular lááá na casa da montanha, e meu celular já não tinha nem 20% de bateria... Solução: fiquei ligando-o e desligando-o de hora em hora, o tempo suficiente para atualizarmos as coordenadas. E conclusão: chegando em Torino as 19h, esperei os salvadores bastante aflito até as 22h, para finalmente chegarmos na École as 3h30...

Bom, acho que o descanso enfim foi por água abaixo, mas valeu a intenção certamente!
Uma semana de extremos, uma pausa necessária! Graças!
Agora, meu camarada só no Natal... E um longo inverno até lá.

19.10.09

me llaman el desaparecido

O tempo voa aqui... Na verdade acho que pra todo mundo, mas pra mim especialmente tá passando rápido demais!
Já faz 3 semanas ou mais que não dou as caras aqui.

Mas para o bem das informações estou de volta! haha...
Estava esperando alguma novidade acontecer, mas se passou tanta coisa que acabei me perdendo...


Sempre que pensei em Europa, imaginava os milhares de shows fodas que poderia ver nas mais diferentes cidades. Cultura aqui é a máxima e não raro os melhores estão em turnê por aqui.
Depois de uma dica valiosa da Julinha, fiquei sabendo que um dos caras que mais andava curtindo lá no Rio, Manu Chao, estava para fazer uns shows na França. O problema é que aqui tem que estar ligado, senão as entradas acabam no dia seguinte em que foram postas a venda! E foi assim que tentando negociar com o Vaz, broderzão desde o colégio que está estudando em Marseille, o dia e a cidade em que veríamos, acabamos perdendo o lugar que mais nos calharia. Nada grave, acabamos tendo que comprar um ingresso na humilde Nice, bahhh, que pena. hahaa

Assim, com ingressos em mãos, comprei minha passagem para Marseille, de onde pegaríamos carona com um amigo até o show. Para não matar aula, o projeto seria ousado: sair quinta de tarde para o sul, dirigir até Nice (3h), ver o show, voltar e agarrar o primeiro trem de volta.
Chegando lá, não tive dúvidas: decidi ficar e curtir um pouco o Sol do Mediterrâneo com o amigo.
Um parênteses para o trem que vai de Lyon para Marseille, um TGV estilo bala que atinge uns 300 km/h sem nem mesmo dar umas vibradas... As paisagens vão se fundindo na janela... imagina uma pedrinha no trilho! baboooou! ahaha

O show foi do caralhooo! O cara tem a maior presença de palco e conseguiu deixar a galera em chamas durante as 2h de show!
Além de que é um artista de verdade: modificou a maior parte das músicas ali ao vivo mesmo, de acordo com a platéia. Sem dúvida valeu atravessar a França para chegar até lá!

Voltamos meio cansados com um camarada do Vaz e chegamos em Marseille umas 3h da manhã, para já encontrar uma situação bizarra na cidade tida como mais estranha da França.
Descemos perto da estação de trem, do lado do lugar onde ele mora, e ele tomou 2 minutos para me situar um pouco. Foi o tempo suficiente para chegar um carro meio estranho, que passou devagar quase parando por nós. Meio sem saber o que fazer, começamos a andar na direção da residência. Discutindo ainda sobre o que acabara de acontecer, vimos, no final da rua em que andávamos, o carro, dessa vez realmente parando. Decidimos por continuar andando, e se fosse o caso meteríamos o pé correndo. Já chegando no cruzamento, apertamos o passo. "Buhhh!". Ouvi isso e pensei: "pronto, perdi a porra da carteira, mochila, virgindade!". 4 armários saíram do carro e disseram: "C'est la police! (polícia!)". Fiquei com o coração na boca e quando o cara veio falar comigo não tive outra reação sem ser pedir que ele mostrasse os documentos. O fdp ainda fez a babaquice de rir, mostrar a pistola e perguntar-me por que não seria um policial. No final das contas acabou bem, mas aquelas galinhas (como eles chamas os policiais aqui) mancharam de vez a primeira imagem da cidade.

O dia seguinte tirei para conhecer a maior cidade portuária da França. Exatamente por isso, e por estar tão perto da África, Marseille tem a maior aglomeração árabe e africana. Sem preconceitos, mas vim sentir a mesma sensação de insegurança que se estivesse no Brasil. Por um momento saí da bolha européia.
Ruas sujas, estreitas e meio sombrias (mesmo de dia), muuuuita gente e muita gente estranha, pixes e posteres colados por todos os lados: essa foi o centro de Marseille que vi.
Tentando fugir um pouco, fui dar um rolé mais para perto do mar. Encontrei aí o Vieux Port, onde ficam ancorados várias lanchas e barcos muito bonitos, e seguindo pelo cais caí numa pequena praia bem bonita, que não sei nem mesmo como se chama.
Numa opção ousada, decidi subir até a Notre-Dame de la Garde, a basílica que fica no topo de uma colina de Marseille. O lugar desponta como um paraíso de Marseille, uma arquitetura incrivelmente bonita, com um interior absurdamente fascinante! As crenças dizem que é a Notre-Dame que protege os navegadores e viajantes. Assim, do teto barcos e aviões em miniatura pendem em fios, réplicas daqueles que ela teria salvado de tormentas e problemas em alto mar ou ar. O interior de ouro bem iluminado junto com as maquetes dão um ar de alegria peculiar e acolhedor.




Marseille - Babylon na França:

• praia refúgio
• Basílica de Notre-Dame de la Garde imperante
• interior com os barquinhos
• reencontro nas Europas em alto estilo!





Desci novamente até a Babilônia passando por novas ruas igualmente abarrotadas de gente para encontrar a Cris estava em Aix mas voltava para o Brasil no dia seguinte. Foi a ocasião perfeita para matarmos a saudades do pessoal de Vichy que veio para Marseille, então lá fomos nós para a igualmente longínqua (tanto quanto a de Lyon pelo menos! haha) Ecole Centrale de Marseille. Depois do reencontro, nada melhor do que fazer Aquela macarronada e ouvir a Bossa Nova do violão do mestre Joaquim!

Noite bem passada com o pessoal do Sul... Mas cedo pela manhã já estávamos de pé para irmos junto com o Vaz e Nicole, sua irmã, para as Calanques de Marseille. Realmente foi só andar uma hora de carro para reencontrar a beleza e tranquilidade das Europas! hhaha... As calanques são um tipo de formação rochosa muito bonita que dão direto no mar, formando muros incríveis e umas praias de pedra de água azul transparente. Bizarro é ver uns franceses coroas passando pela gente a passos largos e completando em 1 hora o que a gente demorava 1h30 pra fazer!
A verdade é que tivemos a chance de ficar pouco tempo... A Cris tinha que pegar seu vôo e já era hora de cair na real e voltar para Lyon. A volta foi fatigante também, mas a visita para reencontrar o camaradasso e os amigos de Vichy valeu demais!




Calanques:
• ahh Cris, é claro que é útil levar um secador e um laptop pra uma trilha para o mar!
• água cristal
• finalmente!
• UFRJ em peso nos Calanques




Desde então, tive que estudar que nem um semi-condenado. É tudo uma questão de peso na consciência porque na realidade não tem provas aqui, só em Janeiro.

Mas também tenho aproveitado e bem a vida aqui em Lyon. Cada vez mais tenho certeza de que essa cidade é a mais foda da França. Vida atiiiiva, várias nights diferentes e em conta (do Hip-Hop ao Jazz, Reggae, passando pelas bem França mesmo, tudo!), uma cidade animal de bonita, qualidade de vida, ... Nooossa... E agora, com o busão de nuit, podemos voltar a hora que for pelo mesmo preço, melhor impossível!
Entre o waterpolo que comecei e já tive até oportunidade de participar de uma competição intercolegial, a escalada na sala com muros em Lyon com várias paredes animais, vou distraindo minha cabeça do saudoso surf...
O que tá começando a fazer a diferença é o frio. De uma semana para a outra, um frio glacial se estacou aqui. Estamos em Outubro! Que passa, São Pedro?! haha




Nooossa, falei demasiadamente! Mas é a consequência de várias semanas calado.
Fim de semana que vem começa um feriado gigante aqui de 9 dias... Êê maravilha! haha...
Barcelona com o Vaz e em seguida Milão para encontrar o irmão perdido pelo mundo John Peter!
haaaa muleque!

30.9.09

cervejas na Bavária


Pense em alemães. Não aqueles das cidades, mas aqueles bem do campo...
Aqueles homens bem rechonchudos, com bigode, cara vermelha, umas bermudas de couro com suspensórios e é claro uma cerveja gigante na mão.
Aquelas mulheres loiras, de olhos azuis, com vestido de camponesa quadriculado e é claro uma cerveja gigante na mão.
Mesmo que eu não associasse exatamente esses tipos com os alemães, bastou chegar em Munique para que a imagem fizesse todo sentido.

Munique fica na Bavária, a parte sul da Alemanha, onde ocorre a maior festa da Europa e a 2a maior do mundo (só atrás é claro do Carnaval da Maravilhosa): a Oktoberfest. Ela festeja o período de colheitas das batatas e talvez em homenagem à isso o povo se vista à caráter: uma dádiva para os olhos e só direi isso!
Não à toa chamada de fête de la bière (festa da cerveja) aqui na França, é nela que os alemães de Munique mostram a adoração que tem por ela. Todas as dezenas de cervejarias da região se organizam em imensas tendas num gigante parque de diversão no coração da cidade.
Entrada: gratuita. Cerveja: só em copos de 1l. Combinação melhor só se o preço de 9 euros fosse mais moderado.

Confesso que estava meio em dúvida se ia ou não. Minha conta já ultrapassava a casa dos -250 euros, quase estourando o limite de dias em que poderia ficar no vermelho.
Mas, colheita de batatas só se tem uma vez por ano! E com essa propaganda tentadora, resolvi enfim partir com a galera.
Não poderia ter feito melhor: uma festa inesquecível que quebrou todas as expectativas!

Saímos na sexta num bando de 16 brasileiros, um francês e um alemão, que alugou um studio pra gente dormir. Depois de 9h de estrada e auto-bahns alemães sem velocidade limite, chegamos de noite em Munique.



Oktoberfest:

• brasileiros invadem a Bavária
• cada um com a sua loira
• cada um com a sua loira (2)
• se liga no equilíbrio do cara
• a célebre Schottenhamel
• tio da Bavária e seu filho alemãozin





Sem perder muito tempo, fomos todos logo dormir. Motivo: com uma festa dessa, não é absurdo constatar que às 7h30 já não se pega lugar dentro do paraíso que são as tendas. E, seguindo essa experiência dos veteranos, fizemos de tudo para chegar cedo. Depois de um bom tempo de fila nos encontramos já às 9h30 com uma belíssima loira de 1 litro. O suficiente para colocar um sorriso na cara de todo mundo... O resto, foi a festa.
Uma tenda gigante só com músicas típicas, cervejas e mais cervejas e só cervejas, os amigos, as alemães e seus vestidos de camponesa, os alemães e suas bermudas supimpas, a euforia, os pretzels salgados que deixam secos por mais cerveja, a língua alemã muito louca e agressiva, os vestidos, as cervejas, ...
"Ahhhh! Tempo passando e é aniversário das 2 lá no Brasil! Calma! Tenho que ligar pra minha irmã e minha mãe (AMO VOCÊS!)! Tenho que falar com elas, agora! Pára! ... Onde é a saída? Ahh, finalmente... E o telefone?... 'Brasil Direto automático a cobrar'...
Ahhh, que beleza! Agora posso voltar a curtir tranquilo a festa! Partiuu!"
E foi mais ou menos assim que me encontrei fora da tenda, certamente para não entrar pelo resto do evento! hahaha Mas é claro que ficou tudo beleza... cervejas e amigos: diferente não poderia ser!
Depois de um rolé pelo parque de diversões (negrin mto louco para ainda ficar indo em montanha russa e elevadores despencantes), voltamos exaustos.


Oktoberfest:

• dentro do paraíso
• destino: Oktoberfest
• casa do terror borracho de cerveza
• ahhhh Luis, que felicidade é essa meu brow!?
• estive em Munique
• pseudo-amigos da bebedeira!





No dia seguinte, a maior tentação foi não voltar para a festa é claro. Mas infelizmente a école aqui é barra pesada, então nos contentamos com um passeio pela cidade, breve mas explicativo.
Em Munique existem 2 palavras de ordem um pouco contraditorias: cerveja e catolicismo. Sobre a cerveja, não preciso nem falar, afinal a reputação é bem conhecida. Sobre o catolicismo chega a ser interessante porque numa Alemanha majoritariamente protestante (Lutero e tal) a religião manteve aqui suas raízes.
Por todo o centro estão espalhadas igrejas, mas a que me chamou a atenção foi a Igreja de Nossa Senhora Sagrada. Ela envolve-se numa lenda louca na qual o diabo, depois de ver que ela não possuía janelas, teria ajudado a construir o seu "tempo das sombas" em tempo recorde
Da praça da prefeitura (onde um relógio bate a cada hora com direito a uma luta de cavalheiros). Na verdade, o que se passou foi uma ilusão de ótica causada pela arquitetura da igreja, cujas colunas vista do ponto onde o diabo estaria (o chão está marcado por uma pegada) encobrem as janelas.
A cidade é ainda muito bonita, com vários bares e casas antigas, além de lojas por todos os cantos. Mas ela também sofreu muito com a Segunda Guerra. Na realidade, foi aqui que o partido nazista foi fundado, pelos companheiros de um austríaco que aparentemente teria uma boa oratória e poderia ser útil para disseminar as idéias: Hitler. Com os bombardeios, a maioria das casas foram destruídas, mas graças à um trabalho incessante de alguns fotógrafos alemães na época, pode-se reconstruir perto de como era antes.



Munique:


batalha dos cavaleiros no relógio da prefeitura
• só em Munique as estátuas bebem cerveja
• a pegada de você-sabe-quem
• casinhas de Munique - um bar em cada esquina
• prefeitura de Munique
• Ópera de Munique




Depois dessa volta, nos deliciamos num restaurante típico, e partimos para a viagem de volta. Só não contávamos aí com o quilométrico engarrafamento que pegamos... nem com um vacilo do motorista que abasteceu com gasolina o tanque de diesel. hahaha
Nada grave, conseguimos chegar às 4h30, depois de razoáveis 13 horas de viagem! Ahhh se tivéssemos ficado lá e curtido a festa por um dia a mais!

Enfim, comecei a semana aqui já atrasado! hahaha..
Depois de um trabalho de programação tenso que tivemos que entregar e outras aulas mais cabeludas ainda, começo a perder a cabeça!
Deuses da Bavária, ajudem-me!

21.9.09

experiências de um novato

Parti para o fim de semana de integração e acabou passando-se tudo bem...
Apesar das histórias, sobrevivemos!
Começamos o fds cedo... shots de vodka às 4h da manhã, uma experiência BOA! hahahaha
Demos também sorte... Caímos num ônibus em que a galera já era mais veterana, ou seja, todos ficamos doidões, mas eles já sabiam se controlar. Resumindo, tanto a ida quanto a volta foram de boa!
Por outro lado, ouvi também histórias terríveis que não tem como deixar de compartilhar: em um tal busão da vida, os malucos foram "vestidos" com uma singela fralda. Assim, "baahhh pra que perder tempo indo mijar no funil... Mijemos na fralda!"
Vai vendo... Há sim uns sem tico-teco, mas de resto foi finíssimo!
Depois de um sábado sem parâmetros, o domingo foi relax... Descemos um rio da região de caiaque passando por paisagens impressionantes.

Mas realmente, 2 semanas de doideiras de festas de integração, finalmente havía chegado o tempo das aulas.
Mais uma experiência sobrevivida com êxito! Haha...
O ritmo é frenético, algumas aulas são entendiantes até dizer chega e as vezes as viagens na Matemática francesa é demais para mim. Mesmo assim, foi melhor do que esperava.
Maneiro mesmo é poder seguir a aula pelo laptop! Cada um com o seu. Tecnologia como... presente! hahaha O difícil é resistir a tentação de ficar navegando na internet...
Dentro desse passo acelerado já fomos levados até a escolher um Projeto de Estudos. Cada um mais doido que o outro: tipo analisar os diferentes anéis formados pela água que goteja, inventar uma nova caixa de marchas para a bicicleta ou mesmo montar um carro. Acabei com um que achei também como... avançado! Células de produção de hidrogênio a partir da energia solar... Ah mlq!!





Fim de Semana e Campus


• representando a Cidade Maravilhosa
• Projeto de Estudos do campeão
• no Brasil, seria tirado por um palhaço
• trilha de canoagem
• bom-dia viking
• estacionamento dos carros montados
• usina do Homer






O campus está vibrante... Várias atividades agora que o ano realmente se iniciou.
Não raro dá pra encontrar a galera do rugby ou futebol correndo, uns doidos que fazem circo circulando de monociclo ou jogando malabares, alguém tocando o piano da escola, a fanfarra (grupo que toca trompete, sax, tuba, ... para animar durante os eventos) treinando seu repertório, ...
Coisas meio inimáginaveis por exemplo no Fundão, mesmo no Brasil.
Eu por minha vez, me inscrevi no clube Montanha. Partimos nesta primeira semana mesmo para a primeira escalada de treino...
Noooossa, depois de 2 escaladas meus braços já estavam para cair! haha... mas essa sim foi a experiência com a qual mais me identifiquei. Afinal, Lyon está a menos de 2 horas dos Alpes. Objetivo: Mont Blanc.

Essa sexta foi ano novo no calendário judaico, o Rosh Hashanna.
Antes de tudo, um Shana Tova (feliz ano novo) para todos! haha Família, irmãos, amigos: muita saúde e paz para nós nesse ano aí!
Costumo passar com minha família amada, numa cerimônia que gosto muito apesar de não seguir as tradições. Mas sabia é claro que esse ano ficaríamos um pouco distantes.
Porém, por um acaso absurdo acabei passando a melhor festa que poderia passar por aqui.
Explicando: conheci esse cara, Jean, quando ainda estava em Vichy. Depois de conversarmos um pouco descobrimos esse ponto comum: o judaísmo. Ele, sendo bem religioso, me convidou para passar os shabbats (sexta-feira de noite, sagrada para os judeus) com sua família. Depois de uns e-mails sem maiores desdobramentos, achei que seria difícil encontrá-lo. Foi aí que na véspera do Rosh Hashanna, quando estava indo para uma festa em Lyon, trompei com ele no metro. Ora ele me convidou para passar com sua família a festa, ora eu aceitei!
E foi assim que sexta saí da faculdade sem saber muito bem o que esperar. Fomos à sinagoga, onde os ritos se diferenciaram muito daqueles com os quais estou acostumado: todos rezam alto juntos, tradição dos sefharadi (judeus vindo da África do Norte) segundo o Jean. De volta para sua casa, aí já estava toda sua família presente. Muita reza, comidas diferentes (mais uma vez por causa das raízes distintas), um clima humilde e acolhedor, muita alegria e muito amor. No final das contas, me senti como se estivesse em casa, a melhor sensação que poderia ter nesse dia!
Uma experiência inesperada, única e inesquecível...
Infelizmente não se podia tirar fotos porque era o shabbat, mas como um bom intruso (ou mal convidado) não pude evitar de tirar uma da bela sinagoga.


Experiências em Lyon:

• Jimi, el chicano, e Alex, le français, num barzin em Vieux Lyon
• sinagoga
• vinhedo
• espantalho?
• Luis, eu e Mari no barzin árabe
• homem-aranha em formação











mais uma vez: Shana Tova a todos! haaha... muita alegria!
atée!

11.9.09

expectativas

Lyon vem gerando na minha cabeça as mais variadas expectativas desde que a seleção saiu.
Ao longo desses meses de espera procurei saber bastante sobre o que estava por vir, talvez por curiosidade, talvez para não esperar muito e não me decepcionar. Veteranos, franceses, sites na internet, pessoas que conheciam a cidade... Absorvi toda e qualquer informação que consegui.
Finalmente, depois de 2 meses na França, num período em que a ansiedade atingiu o ápice, cheguei na École Centrale de Lyon, para colocar a prova cada peça desse quebra-cabeças de expectativas que se montara.

Depois de 2 semanas aqui, digo com toda a convicção que elas estavam muito aquém do que estou vivendo.


École Centrale Lyonnaise


• desde 1857
• cheguei!
• primeiras matemáticas em francês
• vista da École
• cidade de Lyon






Já na chegada, a recepção não poderia ter sido melhor: a equipe do Bureau International (associação de alunos da escola que recebe os estrangeiros) nos ajudou durante a semana inteira com informações e papeladas para tentar vencer a incrível burocracia francesa. Com descanso, obviamente, para as integrações: churrasco à la Lyonnaise (com salsichas típicas), volta em Lyon e soirées.
Nessa primeira semana, chegamos nós que estávamos em Vichy (8 brasileiros, 3 chineses e um russo), outros estrangeiros que vieram para passar um ano ou dois e alguns franceses. Como mais um presente de Lyon, a galera toda que veio é do mais bom sangue existente. Assim, a integração já fluiu bem!

Outra fonte de preocupação para mim era onde iria me deitar. O quarto de 18 m2 que visitara uma vez poderia ser bem meu novo lar, mas já estava ansioso demais em Vichy pensando em como seria a mudança. Depois de uma semana, no entanto, saí dessa sem maiores ferimentos. O espaço é mais que confortável, mesmo eu tendo trazido toneladas de malas. Banheiro próprio, mini-cozinha, uma cama, pra que mais? O senso de liberdade aqui é uma maravilha...
Moro num conjunto de residências que teoricamente seria mais calmo, exatamente por ser tudo individual... No outro conjunto, onde a cozinha é comunitária, é onde rolariam todas as soirées sendo difícil se misturar...
Mais uma expectativa quebrada. Não tem coisa melhor do que visitar os amigos que moram lá, fazer A festa no andar e depois voltar pra casa tranquilo, onde poderei dormir sem colocar os tampões de ouvido, hahha. E assim vamos indo conhecendo mais e mais gente.



Vida em Lyon

• museu de miniaturas
• zoológico a céu aberto no Parc de Tête d'Or

• integração
• kebaaaab!

• ficou bonito esse aí!






Como alguém acostumado a sair no Rio todos os fins de semana, fiquei um pouco aflito também quando vi a distância da faculdade para o centro da cidade. Em bus seriam 30 min..
Algumas idas a Lyon depois, minha cabeça está sossegada... é sim um pouco longe e acho ainda que eles não deveriam mentir: a école deveria se chamar École Centrale de Ecully, hahahha, em homenagem à grandíssima cidade em que ela se situa.
Porém, nada que seja dramático! E ainda, Lyon compensa qualquer stress! Ô cidadezinha foda...

A última expectativa a ser quebrada, talvez a mais importante, foi justamente em relação aos franceses. "Nããão, eles são muito diferentes, frios, sonsos, esnobes, imscíveis, e os caralho à 4".
Foi uma semana depois da nossa chegada que eles apareceram aqui pelo campus. Desde então perdi a conta de com quantos já conversei, sem que eles parecessem um mínimo de diferente de um brasileiro, por exemplo.
Pois é verdade que sim há alguns que são meio parisienses demais (jogando um cliché, já que tem parisienses gente boas tb) e que eles têm umas brincadeiras meio infantis (para não dizer pederastas) demais como tirar a blusa a torto e a través ou mesmo fazer o helicóptero para a platéia. Na minha opinião eles ficam meio abitolados assim depois de 2 anos de classes préparatoires intensas (matemática e física 24h por dia 7 dias por semana para entrar na faculdade). Mas a maioria ainda é bem razoável...

Esse post não vai ter muitas fotos, porque estou contando mais o que andei pensando.
Vou partir amanhã para o fim de semana de integração com a faculdade. Ainda não sabemos se partimos para a praia ou para a montanha, mas sei que as expectativas recomeçam!
Espero, dessa vez, muito... Afinal será o último descanso de verdade antes de começar o massacre das aulas (ihhhh, mais um milhão de expectativas).

30.8.09

o fim do verão


Conversando aqui com o Antônio, uma filosofia verdadeira apareceu...
A expectativa que tínhamos de mudança era sair do Brasil e chegar na França. Mas agora que já criamos as amizades, estabelecemos uma rotina, nos aprofundamos na cultura, conhecemos as cercanias, a mudança nos atinge de novo.
A mudança agora é partir de Vichy e chegar em Lyon, no meu caso, ou em Marseille, ou em Paris, ou em Nantes, ou em Lille, ou em Aix, no caso dos outros...
Uma mudança interna, em termos de fronteiras e em termos pessoais.
Os costumes e a língua são os mesmos, no entanto o que nos espera é a verdadeira experiência. A moleza de ter uma família para dar o suporte, lavar a roupa, fazer a comida, acaba.
A semi-moleza das aulas de francês, com os irrisórios deveres e as abundantes distrações, acaba.
Começa uma vida mais solitária, ou não, a ser descoberta e revelada...



Vichy - últimas impressões


• não podia sair sem provar essa iguaria!
• Vichy - minha vista de todo dia
• a melhor classe do MUNDO!
• au revoir les Kimmouns!
• minha professora champignon...





Nesse penúltimo fds ainda pudemos aproveitar bastante a região, rica nas belezas naturais.

Numa atitude meio insandecida, fomos Cris, Matheus e eu num tour de bike até o Chatêau de Lapalisse. 25km de estrada non-stop até a bendita cidade...
A paisagem valeu muito a viagem, apesar de que só tivemos o tempo de dar um alô para os jardins do castelo antes de termos que voltar. Pernas latejando durante 2 dias...


Château de Lapalisse

• parada na estrada
• olha os jardins do castelo! viu? então vamos voltar...
• paisagem bucólica
• depois de 25 km fiquei meio alterado
• hit the road!





A outra excursão foi mais relax e ainda muito interessante. Fomos com o curso de francês para a Gour de Tazenat, um lago que se formou na cratera de um volcão adormecido que acumulou a água das chuvas.
A vista é deslumbrante e mesmo estando bem cheio o lugar inspira calma.



Gour de Tazenat

brasileirada invadindo o lago
• zen
• mais uma foto da paisagem
• treinando os movimentos de kung-fu





E é claro que o último fds foi de despedidas, muito bem curtidas!
O verão em Vichy foi uma maravilha...
Ficam as recordações... levo o francês, os laços e as expectativas de reencontros.


Reencontros de Vichy

OBRIGADO A TODOS PELOS MOMENTOS!

• galera curtindo o som de um violão no bar Tahiti
• nóóóóós, que somos companheiros!!!
• pizza de despedida
• amigos de vários lugares do mundo
• última soirée do CAVILAM com os parceiros Matheus e Joaquim e o louco Acros
• último reencontro na casa da Cris! regaaado!