30.8.09

o fim do verão


Conversando aqui com o Antônio, uma filosofia verdadeira apareceu...
A expectativa que tínhamos de mudança era sair do Brasil e chegar na França. Mas agora que já criamos as amizades, estabelecemos uma rotina, nos aprofundamos na cultura, conhecemos as cercanias, a mudança nos atinge de novo.
A mudança agora é partir de Vichy e chegar em Lyon, no meu caso, ou em Marseille, ou em Paris, ou em Nantes, ou em Lille, ou em Aix, no caso dos outros...
Uma mudança interna, em termos de fronteiras e em termos pessoais.
Os costumes e a língua são os mesmos, no entanto o que nos espera é a verdadeira experiência. A moleza de ter uma família para dar o suporte, lavar a roupa, fazer a comida, acaba.
A semi-moleza das aulas de francês, com os irrisórios deveres e as abundantes distrações, acaba.
Começa uma vida mais solitária, ou não, a ser descoberta e revelada...



Vichy - últimas impressões


• não podia sair sem provar essa iguaria!
• Vichy - minha vista de todo dia
• a melhor classe do MUNDO!
• au revoir les Kimmouns!
• minha professora champignon...





Nesse penúltimo fds ainda pudemos aproveitar bastante a região, rica nas belezas naturais.

Numa atitude meio insandecida, fomos Cris, Matheus e eu num tour de bike até o Chatêau de Lapalisse. 25km de estrada non-stop até a bendita cidade...
A paisagem valeu muito a viagem, apesar de que só tivemos o tempo de dar um alô para os jardins do castelo antes de termos que voltar. Pernas latejando durante 2 dias...


Château de Lapalisse

• parada na estrada
• olha os jardins do castelo! viu? então vamos voltar...
• paisagem bucólica
• depois de 25 km fiquei meio alterado
• hit the road!





A outra excursão foi mais relax e ainda muito interessante. Fomos com o curso de francês para a Gour de Tazenat, um lago que se formou na cratera de um volcão adormecido que acumulou a água das chuvas.
A vista é deslumbrante e mesmo estando bem cheio o lugar inspira calma.



Gour de Tazenat

brasileirada invadindo o lago
• zen
• mais uma foto da paisagem
• treinando os movimentos de kung-fu





E é claro que o último fds foi de despedidas, muito bem curtidas!
O verão em Vichy foi uma maravilha...
Ficam as recordações... levo o francês, os laços e as expectativas de reencontros.


Reencontros de Vichy

OBRIGADO A TODOS PELOS MOMENTOS!

• galera curtindo o som de um violão no bar Tahiti
• nóóóóós, que somos companheiros!!!
• pizza de despedida
• amigos de vários lugares do mundo
• última soirée do CAVILAM com os parceiros Matheus e Joaquim e o louco Acros
• último reencontro na casa da Cris! regaaado!



21.8.09

reencontro com o Atlântico

Chegar na Europa no verão implica certas coisas. Antes de tudo, aproveitar os longos dias de altas temperaturas que em breve serão inexistentes - o Sol aqui está se pondo 9h. Mas é também durante essa estação que a gente tem a oportunidade de conhecer os famosos paraísos europeus da praia.
Nesse caso, a oportunidade rimou com a vontade. Saí do Rio de Janeiro já sonhando em visitar a Biarritz, uma cidade do País Basco (região com costumes muito diferentes da França) onde o surf se revelou para a Europa. Assim, não foi a toa que "trouxe" a prancha do Rio...
Para a alegria geral, conseguimos reunir um grupo de amigos com a mesma vontade de rever o mar e a praia e também de aproveitar o final dessas férias. Partimos então Adriana, Matheus, Cris, Alessandra e eu num C4 alugado para o fds.
Como nem tudo é perfeito, aconteceu que, quando eu estava já na esquina, prancha debaixo do braço, me dei conta de que o rack (corda que prende a bendita no carro) não estava comigo. A busca no quarto foi em vão... realmente não o trouxera para Vichy. Desolado, mandei o foda-se, e reparti com aquele sorriso estampado, afinal estávamos indo para Biarritz!



Périgueux

• carrin alugado!
• porta muito segura contra roubos
prefeitura de Périgueux
pato (canard) enlatado na feira
ruela da cidade
pausa para o almoço
sorvetes bizarros
orgão da catedral
nós super orientados!




Tudo a postos, entramos no carro às 8h de sexta-feira. A viagem seria longa, sairíamos do meio da França para ganhar 600 quilômetros até o Oceano.
Decidimos então fazer uma pausa em Périgueux, uma cidade no meio do caminho cuja majestosa catedral inspirou a basílica de Sacre Coeur em Paris... a semelhança realmente é incrível, principalmente dentro (onde tivemos a diferente oportunidade de ouvir um orgão sendo afinado).
A cidade estava movimentada, disfarçando um pouco o ar medieval das ruelas com casas antigas de pedra. Depois de darmos uma volta pelo centro, sentamos para almoçar e então botamos o pé na estrada.




Ainda no percurso de ida, já chegando, passamos pela Floresta de Landes. Essa floresta foi inteiramente plantada para fixar o solo arenoso da região e tornar esta habitável. A intenção era boa, mas as árvores finas e organizadas acabam conferindo uma monotonia triste.



Biarritz - 1e jour


• vista da Grand Plage
• palácios no meio da cidade
• alegria
• fim de tarde...
• Matheus, Alessandra, Cris e Adriana num pôr do sol absurdo
• pausa para a foto e...
• ... pula!
• vai lá Alessandra, a gente te espera tirar maaaaais uma foto!


Enfim, chegamos ainda com o sol alto. A primeira impressão, aquela que fica, já foi a melhor: a praia ainda cheia, a água cristalina e a arquitetura da cidade muito bonita.
Biarritz tem essa combinação peculiar que lhe garante o charme. É uma cidade de praia em que praticamente todos surfam, refúgio europeu durante o verão. Mas pela primeira vez vi prédios e cafés de estilo francês, igrejas de não sei quantos séculos e mansões que mais parecem palácios tão perto do mar. Certamente rende no mínimo boas fotos.
E o mar... Que mar! Talvez tenha sido o verão, bem provável. A água estava caribenha, azul-esverdeada e quente. As praias são diferentes: diversas pedras que formam pequenas ilhas enriquecem a paisagem; por aqui reina o top-less, majoritariamente entre as mais antigas; e a variação de maré é intensa a ponto de não ter praia durante a alta (o que leva as pessoas a tomarem sol nas escadas da praia ).

Biarritz - 2e jour

dia perfeito
• maré alta = nada de praia
• mansão sonho de consumo
• acces interdit para quem?
• pico secreto
• cadê a água?
• melhor vista da vida
• será que dá pra encontrar uma antiga?
• ahhh mlq! vamos q vamos!





Conhecemos as praias mais próximas da região: Cote Basque, Plage Grande, Anglet. É claro que vivendo tão longe do mar, acabamos lagartixando o dia inteiro no sol. E no final das contas, não foi o pior dos males não ter levado a prancha... O mar mais parecia uma piscina... Mesmo assim, a vontade batia forte quando via os 300 surfistas que se amontoavam para tentar pegar uma marola ocasional. Deu ainda para sentir que os fundos de areia devem bombar no inverno, época das verdadeiras ondulações... A conferir.

Biarritz - by night

• a máquina foi essencial!
fogos na festa de Assomption
banheiro carioca aqui tem até plaquinha
on va manger un glace?
público se aglomerando para ver os fogos
nova dança típica, estrelada pela Alessandra e o camarada do acordeão
nightss



O centro de Biarritz é bem agitado e estava bem cheio. Mais uma vez o verão nos ajudou, dando a chance de aproveitar boas nights... Não é todo dia que a gente encontre nego e nega de havaianas e bermuda na boite, mas ça va! Ainda demos a sorte de presenciarmos a festa de Assunção. A de Biarritz é uma das maiores da França e houve uma queima de fogos absurda.
Um fim de semana relax. Um fim de semana no país Basco, terra de uma língua estranhíssima, da pimenta espelete e de uma cultura quente. Um fim de semana rindo muito com os amigos.
Mas a viagem de verão acabou, como acaba este também a medida que os dias ficam cada vez curtos... Então partimos na segunda em direção a Vichy.


Biarritz - 3e jour

• huhh?
• pedras coloridas... bem útil
• a compreensibilíssima língua basca
• galera que fechou!
• brigado Pai!
• despedida...






De carro, um leque de oportunidades se abriu, e fomos certeiros ao escolher desviar a rota para passar por Rocamadour. Um desvio grande na verdade, que nos obrigou a andar mais uma centena de km.


Mas essa vila perdida no meio da França recompensou. Em um desfiladeiro vertical, ela crava-se na rocha no local onde estaria da tumba de São Amador . O santuário foi um importante centro de peregrinagem desde a descoberta do corpo por volta de 1200. Hoje, nessa cidade de 3 km, sem dúvidas é o turismo que impera, afinal sinceramente é uma das vistas mais impressionantes que já tive.
Subimos ainda no topo do desfiladeiro, em um castelo, para ter uma vista do vale, e então continuamos o retorno.


Rocamadour
• sino tocando quando chegamos
• adrenalina no volante
• chatêau de Rocamadour
• vista do chatêau
• nós na cidade
• hordas de turistas
• pensativo no meu castelo...



Vichy foi alcançada já de noite... Esta foi a última viagem este verão... O dinheiro evaporou!
E como me restam apenas 2 semanas na moleza vichysoise, vou aqui aproveitá-la...

12.8.09

viagens pela Auvergne

Com a partida da família, recomeçou-se a pacata vida em Vichy.
O sossego na verdade não durou muito... Os netos dos meus avós vieram passar uma semana conosco, e como 2 mlqs não paravam quietos um minuto.
Ainda assim, criei a maior afeição pelos 2 de tal modo que no fds fomos todos para um parque de diversão próximo daqui.

A região da Auvergne, que fica no meio da França, é rica em belezas naturais: é aqui que se concentra uma grande cadeia de vulcões já há muito extintos.
Assim, parti para uma excursão para o Puy de Dome, o mais alto, de onde se tem uma vista absurda para toda a região. No alto desse volcão existiria algum templo galo-romano ligado ao Deus Mercurio, mas a gente não conseguiu descobrir mto bem do q se tratava...

Viagens pra natureza
no alto a esquerda: 2 netos da família que vieram passar uma semana aqui em Vichy
outras: viagem ao vulcão Puy de Dome

Outra característica dessa região é a grande concentração de cidades medievais. São várias classificadas entre as mais bonitas do país e sem dúvida 2 delas q visitei valem muito a pena.
Thiers:
Essa vila é famosa desde a Idade Média pela suas fábricas de faca. Graças as inúmeras quedas d'água que existem no rio que passa pela cidade fornecendo energia, a produção de lâminas sempre foi uma atividade importante.
Ainda assim, a fama não me abateu... Não tive coragem de pagar os 45 euros por uma faca dobrável.
Hoje, esse aglomerado de casas de madeira aparente faz-nos voltar no tempo... Algumas fachadas com figuras bizarras entalhadas ajudam a criar um clima meio assustador, meio sombrio.

Clermont-Ferrand:
A capital da Auvergne é interessante até. Tem um comércio, o que já é raro por aqui.
Mas o mais bonito de se ver é a Catedral e a igreja Notre-Dame du Port. O contraste arquitetônico da primeira, gótica e toda negra, com a segunda, românica e bege, vale a pena.

Salers:
Não esperava muito quando entrei na excursão para Salers. Porém, as casas de pedra empilhada acabam também transportando a gente para outra época.
Por ser uma cidade mais aberta, com mais verde, Salers é mais agradável. Antigamente chegou a ter muito mais habitantes do que hoje, mas com a Revolução houve uma debandada. Hoje a cidade tem meros 300 habitantes que parecem viver ainda no tempo do Renascimento, com direito até a uma forja na cidade!

Viagem pelas cidades medievais da região
Salers e as casas de pedra
aonde mais eu encontraria um forja?
a Catedral de Clermont-Ferrand
a prefeitura de Vichy
maigret de canard à la francesa
saucissons fedorentos expostos num mercado
degustando o aperitivo local: Salers


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7.8.09

familia

Familia chegou!

O primeiro ponto de encontro na Europa foi a cidade q vai me receber durante esses 2 anos: Lyon.
Como a 3a maior cidade da França, eu até esperava que seria interessante, mas a experiência foi surpreendente.
Lyon é antes de tudo cheia de historia. Os galos-romanos ja la habitavam durante sei la qual época, mas foi durante a Renascença que a cidade viveu a prosperidade.
Graças aos 2 rios que cortam a cidade, a burguesia local pôde prosperar e se fazer relevante. Assim, depois de Veneza, o Quartier de Vieux Lyon é a maior aglomeraçao renascentista da Europa. Uma aglomeraçao em peso: como todos queriam viver perto do rio as casas foram se concentrando e se espremendo até quase sumirem as ruas. A saida que acharam foi construir passagens dentro dos predios que conectavam as vias publicas: os chamados traboules. Andar por esse bairro e entrar nesses labirintos é realmente como voltar no tempo.
Lyon continuou a prosperar com o comércio da seda e depois se expandiu para a regiao de confluencia dos rios. A mudança de estilo de arquitetura nesse outro bairro da cidade, com seus prédios mais requintados e fachadas à la parisiense, é visivel e ressalta o quanto de Historia que essa cidade viveu.
Mas Lyon nao é so passado. Hoje, pude ver como ha vida... Basta andar por qualquer que seja a rua: os restaurantes e praças estarao cheios e certamente havera coisas para fazer a noite. E, sinceramente, como um carioca erradicado na França posso dizer que isso me deixou muito mais motivado para essa estadia aqui.
Agora é aguardar Setembro para dar o veredito final...

Voltei para Vichy depois do fds e passei a semana aqui para poder receber minha familia "verdadeira" na minha "pseudo"-familia...

Os Kimmoun nao deixaram a moral cair e colocaram na mesa o maior banquete que ja participei ou vi.
Durante 2h30 pudemos provar ao todo 5 pratos, 4 vinhos e ainda um champagne. Melhor impossivel...

No dia seguinte a partida teve como destino Paris...
Minha primeira impressao dessa cidade, ha 2 anos atras nao tinha sido das melhores. Para tentar reverter essa situaçao, minha mae e meu pai fizeram questao de me acompanhar nessa nova excursão.


É verdade que o tempo ajudou, mas a família fez toda a diferença... Visitar essa cidade com eles foi o que de melhor há para se fazer.
O grande Biro, brow lá da faculdade no Rio que passou 6 meses em Valência, coincidiu de estar lá no mesmo fds e é claro aproveitou para ficar com a gente nesse ambiente familiar.
Dessa vez tive a oportunidade de conhecer um outro lado de Paris que ainda não tinha desvendado: a noite. Já na sexta feira minha irmã, Birão e eu partimos para a ShowCase, uma night bate-estaca num ambiente mto foda, embaixo de uma das pontes do Rio Sena.
No sábado, depois de andar feito condenados, passando pelo Palais de Louxembourg, pelo Quartier Latin, pela Notre Dame, pelo Marais e ainda parando no museu George Pompidou para ver uma exposição muito boa do Kandinsky, recarregamos nossas energias e partimos para uma night mais no estilo brasileiro na Duplex, próxima do Arco do Triunfo.
O Palácio de Luxemburgo impressiona pelo tamanho dos jardins... uma propriedade imensa no meio do centro de Paris! A Notre Dame, onde Napoleão foi coreado, será pra mim sempre enigmática, com as gárgulas nas torres que inspiraram o conto de Victor Hugo. O Marais é aquele bairro "moderno", cheio de lojas e cafés, além da rua com o melhor falafel do mundo! O George Pompidou, museu de Arte Contemporânea, segundo a minha avó, ainda não acabou de ser construído e para o Biru mais pareceu um edifício-garagem.
Não sei com que vestígio de energia, acordamos cedo no domingo para já começar a bater perna no bairro que mais gosto de Paris: o Mont-Martre. Depois de visitar a eternamente branca Basílica de Sacre-Coeur (suas pedras não absorvem sujeira, basta uma chuva para lavá-la), nos perdemos um pouco por esse reduto de artistas até encontrar a interessante praça do Amor, em que num muro está gravado em não sei quantas centenas de línguas o "eu te amo".
Depois dessa pausa, seguimos para a Champs-Elysées... A avenida mais chique e cara do mundo vivia um dia especial: era a última etapa do Tour de France e seria ali que os corredores iam fazer o percurso final. Dá para imaginar a quantidade de gente aglomerada para ver os ciclistas que ao todo fizeram 7 voltas entre o Arco do Triunfo e o Jardim de Tulleries.
Subimos a avenida até chegar finalmente ao Arco, de onde continuamos até o Jardim de Trocadero, onde pudemos desfrutar da melhor vista para a Torre Eiffel. O dia ajudou, e agora a imagem da gigantesca torre vista de perto ficará gravada na lembrança.
Para finalizar o dia e relaxar as pernas, nada mais tranquilo do que o passeio de Bateau-Mouche que fizemos pelo Rio Sena. É verdade que exausto acabei dormindo uma hora ou outra, mas ainda pude contemplar a lua que enquadrava-se perfeitamente com a paisagem parisiense.

E acabou-se mais um fds em família...
E acabou-se a temporada da família...

Parti de novo no trem, agora sem a perspectiva de vê-los tão cedo...
Mas as lembranças ficam aqui!
E de volta para a agitação frenética de Vichy!

5.8.09

primeiros passos além-mar

Começo a escrever aqui um pouco depois de já ter chegado, entao vou tentar dar uma resumida do que se passou...

Primeiro de tudo, é claro, o que se passou na minha cabeça pra ter chegado aqui...
Motivado pela oportunidade de estudar na Europa por um tempo e insuflado pelo Christian, grande amigo desde o colégio, acabei seduzido pelo intercâmbio de 2 anos na École Centrale de Lyon...
Acho que não tinha muita certeza do que estava fazendo, mas com medo de perder o momento fui a fundo na seleção.

Depois de muita burocracia e papelada, cheguei em Paris no dia 5 de Julho, de onde seguiria para Vichy para estudar durante 2 meses o francês.
Foi uma chegada meio conturbada... Da suposta recepção prevista, restou apenas eu, minhas 2 malas e um 0800 que resolveu minha vida...
De noite, após muitos desenrolos, cheguei finalmente em Vichy. Dessa vez sim fui acolhido... A família Kimmoun me esperava...
E sorte melhor eu não poderia ter... Cheios de simpatia e com a mão mais dotada para a cozinha os 2 vovôs se mostraram uma verdadeira família para mim na França ao longo desse já um mês.

A cidade de Vichy, apesar de sua grande importância na história da França, hoje é uma cidade pacata, cheia de gente de idade (a 2a mais velha da França!) e de estrangeiros que vem para passar um tempo estudando francês.
O problema é que essa mistura não é suficiente para gerar as festas e a vida noturna que existem em Salamanca, por exemplo. A vida acaba limitada então às atividades e às soirées do CAVILAM (a escola de francês). Nada de ruim tampouco, já que dá para conhecer gente do mundo todo - até 2h30 da manhã, hhuahua.

Esse primeiro mês aqui passou rápido.
Em grande parte porque recebi a ilustre e aguardada visita da família. Minha mãe, meu pai, minha irmã (que estava com as amigas na Itália) e até minha vovó vieram aqui passar 10 dias, para ver se eu já não estava perdido por aí...
infelizmente eles já partiram... Mas nesse meio tempo deu para visitar 2 cidades digamos interessantes...

mas já são 10 horas aqui... a noite está caindo... vai ficar para outra hora acabar de recontar!

idéia

haaaaa!!!
finalmente chegou a hora de começar esse blog!
a internet pra mim já não é algo completamente inacessível: achei uma rede wifi no meio de uma pracinha aqui em Vichy!
assim, vou poder escrever uma só vez o que quer que se passe!
é isso aí!
c'est parti!