Já faz 3 semanas ou mais que não dou as caras aqui.
Mas para o bem das informações estou de volta! haha...
Estava esperando alguma novidade acontecer, mas se passou tanta coisa que acabei me perdendo...


Sempre que pensei em Europa, imaginava os milhares de shows fodas que poderia ver nas mais diferentes cidades. Cultura aqui é a máxima e não raro os melhores estão em turnê por aqui.
Depois de uma dica valiosa da Julinha, fiquei sabendo que um dos caras que mais andava curtindo lá no Rio, Manu Chao, estava para fazer uns shows na França. O problema é que aqui tem que estar ligado, senão as entradas acabam no dia seguinte em que foram postas a venda! E foi assim que tentando negociar com o Vaz, broderzão desde o colégio que está estudando em Marseille, o dia e a cidade em que veríamos, acabamos perdendo o lugar que mais nos calharia. Nada grave, acabamos tendo que comprar um ingresso na humilde Nice, bahhh, que pena. hahaa
Assim, com ingressos em mãos, comprei minha passagem para Marseille, de onde pegaríamos carona com um amigo até o show. Para não matar aula, o projeto seria ousado: sair quinta de tarde para o sul, dirigir até Nice (3h), ver o show, voltar e agarrar o primeiro trem de volta.
Chegando lá, não tive dúvidas: decidi ficar e curtir um pouco o Sol do Mediterrâneo com o amigo.
Um parênteses para o trem que vai de Lyon para Marseille, um TGV estilo bala que atinge uns 300 km/h sem nem mesmo dar umas vibradas... As paisagens vão se fundindo na janela... imagina uma pedrinha no trilho! baboooou! ahaha
O show foi do caralhooo! O cara tem a maior presença de palco e conseguiu deixar a galera em chamas durante as 2h de show!
Além de que é um artista de verdade: modificou a maior parte das músicas ali ao vivo mesmo, de acordo com a platéia. Sem dúvida valeu atravessar a França para chegar até lá!
Voltamos meio cansados com um camarada do Vaz e chegamos em Marseille umas 3h da manhã, para já encontrar uma situação bizarra na cidade tida como mais estranha da França.
Descemos perto da estação de trem, do lado do lugar onde ele mora, e ele tomou 2 minutos para me situar um pouco. Foi o tempo suficiente para chegar um carro meio estranho, que passou devagar quase parando por nós. Meio sem saber o que fazer, começamos a andar na direção da residência. Discutindo ainda sobre o que acabara de acontecer, vimos, no final da rua em que andávamos, o carro, dessa vez realmente parando. Decidimos por continuar andando, e se fosse o caso meteríamos o pé correndo. Já chegando no cruzamento, apertamos o passo. "Buhhh!". Ouvi isso e pensei: "pronto, perdi a porra da carteira, mochila, virgindade!". 4 armários saíram do carro e disseram: "C'est la police! (polícia!)". Fiquei com o coração na boca e quando o cara veio falar comigo não tive outra reação sem ser pedir que ele mostrasse os documentos. O fdp ainda fez a babaquice de rir, mostrar a pistola e perguntar-me por que não seria um policial. No final das contas acabou bem, mas aquelas galinhas (como eles chamas os policiais aqui) mancharam de vez a primeira imagem da cidade.
O dia seguinte tirei para conhecer a maior cidade portuária da França. Exatamente por isso, e por estar tão perto da África, Marseille tem a maior aglomeração árabe e africana. Sem preconceitos, mas vim sentir a mesma sensação de insegurança que se estivesse no Brasil. Por um momento saí da bolha européia.
Ruas sujas, estreitas e meio sombrias (mesmo de dia), muuuuita gente e muita gente estranha, pixes e posteres colados por todos os lados: essa foi o centro de Marseille que vi.
Tentando fugir um pouco, fui dar um rolé mais para perto do mar. Encontrei aí o Vieux Port, onde ficam ancorados várias lanchas e barcos muito bonitos, e seguindo pelo cais caí numa pequena praia bem bonita, que não sei nem mesmo como se chama.
Numa opção ousada, decidi subir até a Notre-Dame de la Garde, a basílica que fica no topo de uma colina de Marseille. O lugar desponta como um paraíso de Marseille, uma arquitetura incrivelmente bonita, com um interior absurdamente fascinante! As crenças dizem que é a Notre-Dame que protege os navegadores e viajantes. Assim, do teto barcos e aviões em miniatura pendem em fios, réplicas daqueles que ela teria salvado de tormentas e problemas em alto mar ou ar. O interior de ouro bem iluminado junto com as maquetes dão um ar de alegria peculiar e acolhedor.

Marseille - Babylon na França:
• praia refúgio
• Basílica de Notre-Dame de la Garde imperante
• interior com os barquinhos
• reencontro nas Europas em alto estilo!
Desci novamente até a Babilônia passando por novas ruas igualmente abarrotadas de gente para encontrar a Cris estava em Aix mas voltava para o Brasil no dia seguinte. Foi a ocasião perfeita para matarmos a saudades do pessoal de Vichy que veio para Marseille, então lá fomos nós para a igualmente longínqua (tanto quanto a de Lyon pelo menos! haha) Ecole Centrale de Marseille. Depois do reencontro, nada melhor do que fazer Aquela macarronada e ouvir a Bossa Nova do violão do mestre Joaquim!
Noite bem passada com o pessoal do Sul... Mas cedo pela manhã já estávamos de pé para irmos junto com o Vaz e Nicole, sua irmã, para as Calanques de Marseille. Realmente foi só andar uma hora de carro para reencontrar a beleza e tranquilidade das Europas! hhaha... As calanques são um tipo de formação rochosa muito bonita que dão direto no mar, formando muros incríveis e umas praias de pedra de água azul transparente. Bizarro é ver uns franceses coroas passando pela gente a passos largos e completando em 1 hora o que a gente demorava 1h30 pra fazer!
A verdade é que tivemos a chance de ficar pouco tempo... A Cris tinha que pegar seu vôo e já era hora de cair na real e voltar para Lyon. A volta foi fatigante também, mas a visita para reencontrar o camaradasso e os amigos de Vichy valeu demais!

Calanques:
• ahh Cris, é claro que é útil levar um secador e um laptop pra uma trilha para o mar!
• água cristal
• finalmente!
• UFRJ em peso nos Calanques
• ahh Cris, é claro que é útil levar um secador e um laptop pra uma trilha para o mar!
• água cristal
• finalmente!
• UFRJ em peso nos Calanques
Desde então, tive que estudar que nem um semi-condenado. É tudo uma questão de peso na consciência porque na realidade não tem provas aqui, só em Janeiro.
Mas também tenho aproveitado e bem a vida aqui em Lyon. Cada vez mais tenho certeza de que essa cidade é a mais foda da França. Vida atiiiiva, várias nights diferentes e em conta (do Hip-Hop ao Jazz, Reggae, passando pelas bem França mesmo, tudo!), uma cidade animal de bonita, qualidade de vida, ... Nooossa... E agora, com o busão de nuit, podemos voltar a hora que for pelo mesmo preço, melhor impossível!
Entre o waterpolo que comecei e já tive até oportunidade de participar de uma competição intercolegial, a escalada na sala com muros em
Lyon com várias paredes animais, vou distraindo minha cabeça do saudoso surf...O que tá começando a fazer a diferença é o frio. De uma semana para a outra, um frio glacial se estacou aqui. Estamos em Outubro! Que passa, São Pedro?! haha
Nooossa, falei demasiadamente! Mas é a consequência de várias semanas calado.
Fim de semana que vem começa um feriado gigante aqui de 9 dias... Êê maravilha! haha...
Barcelona com o Vaz e em seguida Milão para encontrar o irmão perdido pelo mundo John Peter!
haaaa muleque!