Finalmente as férias chegaram!
Depois de 1 mês e meio de aulas sem descanso, fomos agraciados com 1 semana de feriado, um que só existe aqui na França pelo visto.
Várias eram as opções de viagem, mas não tinha como escolher outra que não fosse passar em Milão a fim de prestigiar o irmão John Peter na data de seu aniversário.
Por uma grande obra do acaso, conversando com Carlos, um dos espanhóis que estuda aqui na école conosco, acabei descobrindo que iriam para Barcelona e que ainda havia 2 vagas no carro. Obrigado Deus? ahhaa...
Claro que não tive nem que pensar 2 vezes... já liguei para o irmãozin Vaz e assim estávamos com o itinerário traçado.
Partimos daqui na 6a feira, 12h em punto, para uma viagem de 6h batidas pelas estradas francesas até chegar en España. Ficamos no famoso Kabul, o mesmo albergue onde fiquei quando aí fui há 2 anos e onde se concentra toda a população brasileira que vai para Barcelona. Ou seja, nessa sopa de nacionalidades acabei encontrando um parceirasso da faculdade e o Diogo que está estudando aqui na École comigo e fazia uma viagem com uns amigos...
O albergue é show: oferece o habitual café da manhã buffet, um happy hour 2 cervas por 2 euros e ainda um jantarzin que ajudava a enganar a fome. Além disso, demos a sorte de cair num quarto com um pessoal gente fina, umas suecas e umas americanas no espírito caliente sedento por festas característico da cidade.
Barcelona é uma cidade muito linda e sua beleza está por todas as partes. Na arquitetura, que muda repentinamente de um estilo gótico cheio de ruas tortas e construções em pedra bege para o fluido Gaudí, o mestre; na cultura catalanesa, vibrante, que se diz diferente da Espanha e não raro faz ver que o é em pixes e bandeiras por todos os lados; na horda de gente bonita que passeia nas Ramblas; no clima ameno e suportável, mesmo se aqui em Lyon já está bem frio; na arte que está espalhada por todos os lados; ...
Mestre Gaudí
O arquiteto que construiu a cara e a identidade de Barcelona através de seus prédios e parques ousados.
Decidiu empregar nas suas obras os msateriais que estavam em voga na época, como o ferro e o concreto, mas de uma maneira diferente, mais viva, dinâmica e natural. As formas sinuosas e os mosaicos criados atraem demais a atenção e acabamos contemplando durante horas tentando enxergar os menores detalhes!
Para suas obras complexas, era financiado pela burguesia barcelonesa da época, que queria poder ostentar seu poder, não com palácios à la espanhola, mas com algo genuinamente catalão. Muito religioso, dedicou o final da sua vida à construção da Sagrada Família, que por falta de recursos não foi finalizada... Hoje o governo da cidade dá continuidade as obras dessa catedral monumental que quando finalizada, só em 2020, será a maior da Europa.

Nessas fotos, algumas de suas obras:
• O famoso dragão do Parc Güell, parque que pertenceu à família Güell
• La Pedrera, antiga casa de uma das famílias burguesas
• Obras na Sagrada Família
• Fonte no Parc de la Ciudadela
• Casa Batlló, preciosíssima! Da família Batlló
Arte em Barcelona:
• esculturas crazy...
• B A R C E L O N A!
• a melhor! Roy Lichtenstein no meio do nada... ahhh, só aqui mesmo
• veeeem cá gatinha!
• peixe gigante?
Cultura Catalana:
• bandeira Cataluña independente
• bandinha passando pelo bairro gótico...
• vovôzinhos requebrando o esqueleto
Com os 5 dias que ficamos na cidade, tivemos o tempo de visitar tudo que queríamos, mas sem aquele stress usual: como eu e Vaz já havíamos estado em Barcelona, aproveitamos para dar uma de local e explorar de um jeito diferente a cidade. Conhecemos vários bairros e parques afastados, restaurantes e bares bons e baratos e coroamos com a ida a uma partida do Barça humilhando contra Saragoza 6 a 1.

Locais em Barça:
• lavada? até o Fogão se saia melhor...
• não é montagem nem Winning Eleven... é o estádio dos caras...
• Champañeria catalana... bocadillo (3 euros) e champagne (80 centavos) = Cervantes de Barcelona
• rodízio japa 5 estrelas a preço de banana
• Plaça Reial nossa de todo dia!
Ainda melhor, pudemos frequentar a noite sem peso na consciência de acordar tarde, afinal, estávamos em Barcelona e aqui ela faz sem dúvida parte do roteiro turístico. Para ser mais exato, saímos todas as noites. Seja só com o fiel escudeiro Vaz, seja com os brasileiros que estavam no albergue, seja com Gunther e Mari, amigassos espanhóis que estudam aqui na École... Barcelona não deixa a desejar e honra a Espanha com suas nights absurdas mesmo nos dias de semana.
Camaradas em Barcelona:
• caronita
• Caaarlos, parceirasso da école!
• galera no quarto do albergue... ai ai...
• Razzmatazzzzzz
• ôô Guntheeer! espanhol mais brasileiro tb aqui da école...
• grande Jóia! Parceiro de Vichy que tá em Lille, tb apareceu em Barcelona
• brasileirada de Salamanca no japa 5 estrelas
• o que é bom a gente repete! outra brasileirada, essa da França...
• eu e Morceeeeguin! parceiro máximo das Europas...
Depois da temporada a sensação de esgotamento era unânime entre eu e Vaz. Mais perambulávamos sem sentido pela cidade do que qualquer outra coisa. A continuação da viagem estava chegando e se mostraria mais do que necessária.
4a feira de noite partimos para Milão em um desses vôos baratíssimos, atravessando um pedaço da Europa por míseros 20 euros.
adiós Barcelona... que venga Milão!
A maior honra do mundo é poder receber e rever aqui na Europa os parentes e amigos. É um sentimento de perpetuação dos laços verdadeiro. Assim, encontrar o JP estabelecido lá em Milão para passar o aniversário com ele foi do caralho!
Grande destaque tb pra Giulia e família, que eu não conhecia e foram mto simpáticos!!
Não acho Milão uma cidade das mais interessantes. É a capital da moda e dos negócios na Itália e aqui a quantidade de italianas que poderiam ser ou são modelos na rua é absurda. Mas ao mesmo tempo é muito suja e o povo é grosseiro até o limite!
Não há muito o que conhecer... O roteiro cultural se limita ao Duomo, a portentosa catedral branca na maior praça de Milão, onde há também a galeria Victorio Emmanuelle, cheia das grifes, em que é claro as pessoas limitam-se a passear; ao intacto Castelo Sforzesco, com seu parque gigante; e a ... mais nada! haha... Sim, poderia ver a "Última Ceia" de Da Vinci, mas para isso teria que ter reservado uma visita com alguns meses de antecedência. Fomos sim ao Museu de Design de Milão, uma visita muito maneira, já que aqui nasceram vários objetos e conceitos que fizeram e fazem sucesso mundial.
• belo cabeção na frente do Duomo John...
• castelo gigantesco
• reencontros na Europa!
• carro modelo Vaz
• sujinho na Itália
• pois é, essa máquina de escrever é uma invenção italiana
Com esse tempo de sobra aproveitamos para conhecer também a noite de Milão, que parece muito com a brasileira. É o único lugar na Europa onde as pessoas podem sair com bebida na rua, então algo parecido com o Baixo Gávea se forma perto dos aglomerados de bares! Finalmente um gostinho brasileiro! Na verdade, a Itália tem bastante a cara do Brasil. Os traços e o jeito das pessoas é muito parecido, e a zona pública também hehe...
Logo ao Norte de Milão começa a cadeia dos Alpes, e o outono nos presenteou com paisagens que mais pareciam de pinturas. De trem, fomos a Como, essa cidade que fica logo na beira do 2o maior lago da Europa, base de uma vida calma e pacata, valeu o passeio. No dia seguinte, ainda fomos para a casa de montanha da Giulia, um recanto fincado na base das montanhas de Lecco, outra cidade ainda mais bucólica.
Como:
• patinho feio
• poser
• pôr do Sol desde o alto
• a pacata Como
• outono e suas cores
• tranquilidade 100%
• ... ?
• isiiii!
Foi o descanso mais do que necessário, depois de uma semana de gastações em Barcelona. O descanso mais do que essencial para um retorno à pesada engenharia francesa, à fatigante rotina da faculdade...
Despedidas:
• o desespero na cara do Vaz pedindo carona!
• conseguiu! Depois de uma semana, a separação...
• separação 2... Ai ai, voltemos para a école...
Claro que nenhuma viagem está completa sem um perrengue. Dessa vez, crente que para voltar de Milão seria fácil, bastaria comprar uma passagem de última hora lá na estação, qual não foi minha surpresa ao receber um sinto muito da atendente, que não haveria para domingo e que segunda só na primeira classe por toneladas de euros.
Meio desesperado e sem esperaças, comecei a me dar por vencido e pensei a ficar por Lecco mais uns dias e voltar na terça. Foi quando por uma luz lembrei-me que os outros brasileiros da École estavam na Itália e também voltariam no mesmo dia. Liguei para a santa Adriana e depois de muitas negociações de onde nos encontraríamos exatamente, parti para Torino.
Mas, como se não bastasse, dei conta que esquecera o carregador do celular lááá na casa da montanha, e meu celular já não tinha nem 20% de bateria... Solução: fiquei ligando-o e desligando-o de hora em hora, o tempo suficiente para atualizarmos as coordenadas. E conclusão: chegando em Torino as 19h, esperei os salvadores bastante aflito até as 22h, para finalmente chegarmos na École as 3h30...
Bom, acho que o descanso enfim foi por água abaixo, mas valeu a intenção certamente!
Uma semana de extremos, uma pausa necessária! Graças!
Agora, meu camarada só no Natal... E um longo inverno até lá.