Foi difícil acumular motivação para escrever, mas sobretudo faltou tempo! Esses 2 meses que passaram foram muuuuito rápidos, lotado de provas em Janeiro e depois com sempre alguém aparecendo.
Acabou que acumulou um pouco tudo o que tinha para dizer, mas resolvi dar aquela reinsvestida!
Dessa vez vou coolocar as fotos das viagens...
Começando é claro com o final de uma viagem q parei pelo meio!
Depois de um pré-Natal muito bem passado em Aix, seguimos rumo Clarissa, Christian e eu pelo Sul da França.
Passamos por várias cidades completamente diferentes, começando por Marselha, que de francesa só tem o futebol, já que grande parte da população é imigrante. Deveria ser a cidade do Sol e da praia, mas como boa representante do inverno francês só apresentou chuva e tempo feio.
É bem triste assim... Passamos para conhecer, e foi lá que pegamos o carro com o qual começamos a viajar.
Marseille:
• vista do vieux Port... Marselha é conhecida por ser cidade portuária, e é daí que vem também tantos imigrantes... de lá se vê também a altiva Basílica de Notre Dame de la Garde, protetora dos pescadores.
• dentro dela, barcos e mesmo aviões são pendurados como oferendas dos navegantes que não se salvaram em tempestades... Seu interior é bem bonito, cheio de cores e motivos, dá para passar um tempo tentando entender tudo...
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Nem chegamos a dormir em Marselha, já continuamos direto para Avignon, invertendo completamente a realidade. Cidade medieval, toda murada, sediou durante o século XIV o Papado que fugira da Itália por mais de 2 séculos, e agora conserva intacta entre seus muros o Palácio onde os papas habitaram.
Não sei se por causa do frio, mas a cidade estava deserta e quase sempre éramos os únicos andando pelas ruelas, o que aumentava ainda mais a sensação de atemporalidade.
Avignon:
• congelados na frente do Palais des Papes, o palácio onde os papas habitavam, durante seu reinado. Se integra à muralha da cidade e mais parece uma fortaleza, exatamente para se defender de possíveis ataques numa época em que a Igreja enfrentava muita resistência.
• Dos jardins do palácio se tem uma vista para o Rhône, que era atravessado unicamente por essa ponte que está partida agora, a Pont d'Avignon.
• Nessas terras, o azeite vale ouro e é engarrafado como perfume!
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Continuamos na estrada no dia seguinte para Nîmes, mas com direito antes à um pit stop na Pont du Gard.
Pont du Gard - Nîmes:
• esse lugar é incrível, o maior aqueducto romano ainda intacto, construído no século I. Levava água com uma inclinação tão sutil que dá a impressão de ser reta... Corta o rio (a água vinha de cima, para alimentar uma cidade do outro lado do rio) imperante...
• no fundo: Christianzin ficou pequeno!
• noites no hotel à la francesa: vinhozinho, pão e queijo como de praxe!
• para dizer que passamos em Nîmes: o jacaré símbolo da cidade! Tudo estava fechado para obras e coberto (Nîmes tem umas ruínas romanas muito bem cuidadas também!)... Estávamos perto do Natal, então tudo estava muito iluminado... Cidade rica, com muitas lojas e um centro poderoso.
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Partimos de Nîmes e rumamos ainda mais para o Oeste, para Montepellier e rumo à Barcelona, já sonhando com um pouco de calor!
Montpellier é outra cidade bem rica. Com uma faculdade de medicina e de direito famosas desde o século XVIII, ela ganhou muita popularidade pela sua cara jovem. Nos seus prédios, vê-se finalmente o estilo francês que até agora aparecera raramente desde Aix. Isso tudo em harmonia com o bairro gótico remanescente.
Montpellier:
• Place de la Comédie, centro de Montpellier, numa típica feira francesa e com sua também típica estátua francesa no chafariz. Na outra foto, se não me engano é a Ópera de Montpellier, em mais uma arquitetura típica do lugar.
• encontros na rua de Montpellier...
• faculdade de Direito...
• não cabia no brinquedo! hahahha
• no fundo: melhores dias virão!
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Passamos o dia em Montpellier, e na manhã seguinte partimos cedo para Carcassonne, o ápice da viagem!
Cidade de contos de fadas, parece que foi construída para um filme e em seguida colocada ali.
Toda murada, é ainda protegida por torres cujos tetos estão perfeitos! Entre suas muralhas fica um emaranhado de ruelas de pedra e casas seculares.
Carcassonne:
• Essa cidade teve sempre uma forte importância comercial, por estar situada exatamente no cruzamento entre 2 grandes vias romanas: a que ligava o Mediterrâneo ao Atlântico e a que ligava a Península Ibérica à França.
Cresceu e é claro se murou, até que na época de Cruzadas e conflitos na Igreja, o rei decidiu ajudar os Cátaros (lembre-se desse nome), protestantes que habitavam nos Pirineus e eram contra os dogmas da Igreja. Voz levantada, briga aceita: as Cruzadas cercaram e atacaram a cidade, até que a derrubaram.
O poder da Igreja passou as terras para governadores franceses aliados, que decidiram reconstruir e aumentar as muralhas para defender-se também de qualquer ameaça espanhola... Um pouco mais tarde as fronteiras da França acabaram se expandindo, e Carcassonne viu sua importância declinar até não restar mais nada. As muralhas e postos foram esvaziados...
O povo do vilarejo não demorou até começar a roubar as pedras das torres e muralhas intactas para construirem suas respectivas casas na "cidade-nova"... Foi assim que de uma hora para a outra a cidade murada de Carcassonne desapareceu.
Só no século XIX, depois de um árduo trabalho de um arquiteto francês, ela teve suas muralhas e torres restauradas, num trabalho esse alvo de críticas, por ter adicionado fantasias que talvez não existissem (tetos pontudos, estilo historieta...).
Críticado ou não, é graças a esse trabalho insano que hoje podemos ter a sensação de estar perdido no tempo. Na hora da siesta não há ninguém nas vielas e os poços dos castelos ainda estão lá separando os portões do mundo exterior.
É uma obra prima da arquitetura militar, e dentro de seu palácio pode-se compreender todos os porques de cada detalhe das construções. E é aqui que muitas histórias e tramas de vários poderes se passaram.
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Seguimos de carro ainda no dia seguinte para buscar um pouco mais exatamente dessas histórias desse lugar.
De carro, cortamos a campanha francesa até um lugar abandonado, no meio do nada, achado graças à tecnologia (merci, iPhone!).
Era aqui que os tais Cátaros se abrigaram das cruzadas: castelos construídos no meio do nada, fico imaginando como eles conseguiam água e comida!
Castelos Cátaros:
• finalmente chegamos, depois de horas perdidos em paisagens francesas!
• o Sol indicava a aproximação da Espanha...
• os muros eram tentadores para umas sessões de escalada!
• no fundo: na estrada...
Ainda na estrada:
• o registro da nossa ceia de Natal vegetariana em Perpignan... não sei como, mas a Clarissa conseguiu convencer..
• antes disso: só tem-se essas oportunidades quando arrisca-se! Moinho secular ainda em funcionamento, no meio dessas paisagens de vinhedos, no meio de lugar nenhum!
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aqui chegamos no final da viagem pelo Sul da França... cheia de paisagens alucinantes, vinhos bons e várias histórias!
agora entramos na Espanha, já de trem, direto para Valência, cidade moderna e grande...








Um comentário:
Que bom que vc voltou a escrever!!! Sentimos falta!! Bjs
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