Primeiro de tudo, o Islã. Religião majoritária do país, está presente em toooodos os lugares, desde a vila de pescador em que todos andam com as típicas túnicas que remetem a verdadeiros bruxos e as sandálias cujo nome esqueci até na cidade grande de Marrakesh, em que mesmo que a vida moderna tenha deixado de lado o traje, a religião aparece nas crenças das pessoas.
Um país com um povo muito simpático, às vezes até demais, deixando nós pobres brasileiros tão acostumados com a insegurança um pouco desnorteados. Não é raro pedir ajuda para alguém do bar e o sujeito te acompanhar até o destino desejado. Assusta, mas uma vez assimilado o jeito de ser você se sente muito bem tratado.
Fui com o parça máximo Frazão em busca das ondas. Uma busca eterna, segundo meus pais e minha irmã, mas o Marrocos não estava lá para decepecionar.
Chegamos depois de uma tempestade completamente atípica (mas veja bem, que esse ano, essas catástrofes estão até bem que comunds, não é mesmo seu São Pedro?), as ruas estavam alagadas e o mar de um marrom inacreditável. Sem sistema de canalização (redundante naquele deserto) a água varreu tudo das terrosas colinas: as praias, é verdade, estavam atoladas de lixo.
Mas, seguinte a essa chuva, chegaram finalmente as tão esperadas ondulações. Foi uma semana de surf das mais intensas da minha vida. Digamos que depois de 8 meses acumulando energia, meu único desejo era estar dentro d'água.
Ondas ruins, ondas boas, ondas perfeitas, formação cheia, buraco, diversão, meio metro, um metrão, 2 metrões e meio. Teve de tudo... Numa terra só de direitas, um goofy (o que fica de frente para as ondas esquerdas!) como eu pôde evoluir todo o potencial de backside.
Prancha quebrada, amizade com os locais, surf de quadriquilha em mares perfeitos, alimentação marroquina, custo de vida zero e muita praia com sol e surf fizeram dessa trip o perfeito momento de fugere urben et scuola que tanto tava precisando.
No mais, só posso deixar fotos, algumas ainda exclusivas, do surf e do pico, que tentarão descrever melhor do que eu esses momentos:
• mirim: o guia da excursão
• truck do surf
• sunset in Hash Point, a praia da maior cidade do surf do Marrocos: a pequena Taghazout, vila de surfistas (daí o nome da praia) e de pescadores. Acabou que nem surfamos aí, realmente pela falta de condições
• panorama marroquino: há de se pedir algo mais?
• on est arrivé! Les premiers pas en terres marocaines
• vida boa, para nós em Panorama point e para o cão de aproveitando as escassas sombras em Killer's point
• eu ainda no aeroporto, encapuzado contra o perdurante frio!
• vila de Tamrath, onde ficamos: na semelhança das casas vermelhas e de arquitetura similar a mesquita ainda consegue se sobressair pelo seu minarete, a única torre da cidade.
Agadir - Surf em Killer's Point:
• fauna local
• pedregulhos pouco convidativos para uma session de surf, principalemten com a toca do Bin Laden logo ali
• com a prancha emprestada do André, um botezin de 6 pés que flutuava nas gordas ondas de 1,5m+
• eu tentando fazer mágica de biquilha: logo antes de entrar no mar, tive a quilha do meio perdida nas pedras... pelo menos foi só a quilha...
• mais do local: sincronia perfeita...
• ondinha de respeito, tremendo na base
• olhando assim nem dá vontade de surfar, mas as condições estavam melhores...
• mais uma na biquuilha
• rema vagabundo! 300m de canal com correnteza = morte pelos braços
• pôr do Sol no Atlântico... momento raro
• hotel Riad em que ficamos: no Marrocos os Riads são muito comuns como hotéis, são casas grandes, com vários quartos e um espaço interno grande, onde tem geralmente uma piscina ou um jardim...
• direita correndo solta no beach break de Devil's Rock
• excursão do surf
• sexualidade rolando solta no Marrocos
• grande domador de camelos que fica te importunando para que você suba no bicho e dê uma volta!
passamos um dia em Marrakesh, o que eu já considero mais que suficiente. É uma cidade muito maior, com comércio gigante, várias tendas e MUITA gente. Satura em menos de 24 horas, principalemente se você partir pra barganha com um par de mercadores.
• na estrada Agadir-Marrakesh: visão sublime da cadeia Atlas
• comércio nos zoukhs (merdcados locais): vidraria para o famoso whisky marrocain (chá de menta, como é chamado por lá) e os temperos multi-coloridos da culinária marroquina
• os detalhes da arquitetura islâmica são inacreditáveis...
• vista do minarete da mesquita de Marrakesh, grandiosa mas cujo acesso é negado (pelo menos para nós foi!)




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